Genesis, fundada em 2015, é a marca de luxo do Grupo Hyundai, que inclui a Kia. Apesar do contínuo interesse por veículos elétricos e híbridos, concentrado em países de maior poder aquisitivo, ainda existe espaço para potência e torque alucinantes em motores de combustão interna. Proposta está apenas em nível de intenção e foi descoberta pela revista inglesa Autocar, no final de janeiro último.
Antes, as revelações em sequência da perua G90 Wingback e do SUV de luxo X Gran Equator deram as pistas. Agora o X Skorpio (em inglês remete à palavra scorpio, escorpião, símbolo da Abarth, da Stellantis) apresenta a visão da marca sul-coreana de um supercarro “construído para conquistar terrenos difíceis”. Trata-se de um SUV cupê para uso radical e motor V-8 com nada menos de 1.100 cv! Potência maior que um Ferrari 849 Testarossa.

Torque impressionante: 117 kgf·m. Seria capaz de rivalizar em desempenho com carros do Rally Dakar. Há padrões típicos off-road a exemplo de rodas com travas de talão dos pneus de 40 polegadas de diâmetro, freios Brembo e um conjunto de suspensões com extrema distância ao solo, além de ângulos de entrada, saída e transposição de rampa bastante generosos. Destaque para assinatura luminosa formada por uma faixa dupla de LED em torno do carro.
O diretor de criação da Genesis, Luc Donckerwolke, posicionou o X Skorpio como o mais recente de uma série de carros-conceito projetados para reforçar o apelo premium voltado para entusiastas da marca. Ele afirma estar prestes a lançar no próximo ano o esportivo GV60, primeiro automóvel de sua nova submarca dedicada a alto desempenho, a Magma. Essa linha destina-se, já no próximo ano, a desafiar grifes do leque de BMW M e Mercedes-AMG.
Veículos usados desvalorizaram menos em 2025
Crescimento tímido nas vendas de automóveis e comerciais leves novos (2,5% e 3%, respectivamente), em 2025 comparado a 2024, mostrou contraste em relação aos percentuais robustos do mercado de usados. Desvalorização foi reduzida e indicou um ano de demanda aquecida. Números levantados pelo Índice Webmotors com base em anúncios de venda e compra. De todos os segmentos acompanhados pelo site especializado em 2025, o de elétricos usados foi o que representou maior variação negativa, encerrando com desvalorização de 11,95% frente ao ano anterior.
Já os híbridos usados de todos os três tipos registraram -9,02%, redução de 0,77 ponto percentual em relação aos -9,79% de 2024. Os modelos com motor a combustão representaram o melhor resultado: desvalorizaram 3,94% contra 4,11%, no mesmo intervalo de comparação.

Segundo Eduardo Jurcevic, CEO do Webmotors, “o comportamento registrado pelo mercado automobilístico em 2025 indica uma maior confiança do consumidor e um cenário econômico mais favorável com relação ao ano de 2024. Houve melhora consistente nos índices. Destacaram-se os híbridos, que apresentaram patamar menor de desvalorização. Isso indica um interesse crescente dos consumidores e seu potencial de crescimento no País. Outras alternativas oferecem desafios de infraestrutura”.
O executivo foi discreto, contudo, os empecilhos citados referem-se às dificuldades de montar uma rede de postos de recarga em um país de dimensões continentais, a exemplo do Brasil. Sem essa infraestrutura nas estradas que depende não apenas de viabilidade técnica, mas também econômica, fica difícil viajar despreocupado e sem surpresas desagradáveis como filas ou carregadores com falhas de manutenção. Esta é a explicação para desvalorização tão alta.
Dakota aumenta opções entre picapes médias
Produzida em Córdoba, Argentina e situada entre Rampage e Ram 1500, a nova Ram Dakota tem chassi de longarinas e arquitetura compartilhada com a Fiat Titano, o que indica resistência estrutural e capacidade para uso severo. Além de sua identidade visual, acabamento é refinado e recebe pacote tecnológico alinhado ao padrão da marca. Nome Dakota já foi utilizado pela Chrysler, com a marca Dodge, entre 1998 e 2001, na fábrica de Campo Largo, região metropolitana de Curitiba.
Dimensões chamam atenção pelos 5.537 mm de comprimento e 3.180 mm de distância entre eixos. Motor Diesel de 2,2 L, 200 cv e 45,9 kgf·m lida com uma massa em ordem de marcha de 2.150 kg. Câmbio automático epicíclico, oito marchas. Tanque de 80 L e consumo (Inmetro) de 9,7 km/l, urbano e 10,8, rodoviário. Duas versões, Warlock e Laramie.

Durante quatro dias de avaliação, foram percorridos cerca de 1.100 quilômetros pelo Pantanal (MT e MS). Warlock é voltada ao fora de estrada. Perfil mais alto dos pneus contribui para absorção de irregularidades em vias sem pavimentação. Suspensões filtram bem pequenas imperfeições. Já no asfalto, comportamento esperado em razão de pneus de perfil alto. Motor entrega bom nível de potência já a partir de 1.500 rpm, o que favorece transposição de obstáculos e retomadas em terrenos escorregadios.
Tração 4×4 com reduzida, acionada por comando eletrônico, responde de forma rápida. Há bloqueio mecânico do diferencial traseiro e quatro modos de condução: Normal, Esporte, Neve e Areia/Lama.
Versão Laramie prioriza rodovias e deslocamentos urbanos. Pneus de perfil baixo permitem comportamento mais preciso. Direção eletroassistida mostra-se mais rápida e a carroceria inclina menos em curvas, transmitindo maior sensação de estabilidade. Isolamento acústico, um dos pontos altos. Redução do ruído de rodagem torna o ambiente interno mais silencioso: som do motor perceptível apenas em acelerações mais exigentes.
Preços de pré-venda: R$ 289.990 a R$ 309.990.
Desempenho: ponto forte do Volvo EX30 Ultra Twin Motor
Essa versão tem visual mais simples que a já conhecida Cross Country, para quem não precisa indicar preferência por aparências. Mas a marca sueca teve o cuidado de manter teto pintado de preto e rodas de 20 pol. igualmente com apliques em preto. O que não falta é potência e torque com um motor elétrico em cada eixo: 428 cv e 55,3 kgf·m. Um dos destaques é a bateria de 69 kWh que permite alcance médio (Inmetro) de 316 km ou 7% abaixo do EX30 com apenas um motor.

Dimensões principais (mm): comprimento, 4.233 e entre-eixos, 2.650. Assim o interior é um pouco apertado especialmente para pernas no banco traseiro. O acabamento é muito bom e revestimentos recicláveis nos bancos têm boa aparência, porém longe do couro legítimo. Também há um potente sistema de som Harman Kardon (nove alto-falantes). Por outro lado, surgem limitações no volume do porta-malas de 318 L e pouco ajuda um compartimento dianteiro de simbólicos 7 L. Um contrassenso: apesar do grande teto solar panorâmico, não há saídas de ar-condicionado para o banco traseiro.
O que realmente pouco agrada é a tela multimídia vertical, apesar de razoáveis 12,3 pol. Inspiradas nas soluções da Tesla, desde a abertura do porta-luvas até a regulagem dos espelhos dependem de comandos sem botões. Há conexão para Apple CarPlay, contudo sem previsão para Android Auto, embora os tradicionais Waze e Google Maps estejam disponíveis pelo Google Built-in (pago). Até para checar a velocidade é preciso desviar o olhar para a tela (retirado o quadro de instrumentos).
Pontos positivos, sem discussão: aceleração forte de 0 a 100 km/h em 3,6 s, suspensões firmes e carga regulável no volante. Tração 4×4 inclui vetorização de torque que traz mais confiança em curvas, além de desempenho seguro em superfícies escorregadias.
Preço: R$ 309.950.
Fotos: Divulgação Genesis/Autoshow/Stellantis/Volvo
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