Apesar de os carros estrangeiros, principalmente chineses, ainda predominarem, o segmento de eletrificados teve 35% de participação de modelos nacionais em janeiro, índice comemorado pela Anfavea ao revelar o balanço do mês.
Entre híbridos e elétricos, carros do gênero tiveram participação recorde de 16,8%, fatia que há um ano limitava-se a 10,3%, ou seja, evolução de 6,5 pontos porcentuais.
“O relevante, contudo, é que a oferta de híbridos nacionais vem crescendo”, comentou Igor Calvet, presidente da Anfavea. “Esse resultado reforça a importância da produção local no processo de transição tecnológica e indica uma trajetória de crescimento ao longo de 2026”.
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Além da Toyota, pioneira no híbrido-flex, também a Stellantis já produz híbridos leves no Brasil das marcas Fiat e Peugeot, prometendo mais seis lançamentos para este ano.
A BMW iniciou no final do ano passado a fabricação do híbrido plug-in X5 em Araquari, SC, e as chinesas BYD e GWM estão montando eletrificados no País.
Em janeiro, os veículos leves registram 162,9 mil emplacamentos, dos quais 27,4 mil eletrificados. Houve crescimento de 1,8% sobre idêntico mês de 2025, quando foram comercializadas 160 mil unidades, das quais apenas 16,4 mil híbridas e elétricas.
Além de destacar como positiva a maior participação dos nacionais entre os eletrificados, Calvet também falou do programa carro sustentável, que atingiu 282 mil unidades emplacadas desde a sua implantação em 11 de julho passado, alta de 22,8% em relação à idẽntico período antes da sua implantação.
As vendas diretas têm maior participação no programa, com 209 mil unidades comercializadas desde sua criação, o que representou alta de 13,1%. “O varejo, contudo, apesar de volume menor, teve expansão bem mais expressiva, de 63%, passando de 45 mil para 73 mil unidades”, ressaltou o presidente da Anfavea.

Foto: Divulagação/BMW
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