Destaques do setor automotivo do ano passado, com robusto crescimento 32% ante 2024, as exportações de veículos iniciaram 2026 com o pé no freio diante do desempenho registrado exatamente um ano antes.
Em janeiro, as montadoras aqui instaladas enviaram somente 25,9 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus para outros países. A comparação com igual mês do ano passado, quando seguiram para o exterior 31,7 mil unidades, indica recuo de 18,3%.
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Desta vez, Igor Calvet, presidente da Anfavea, aponta o mercado argentino, principal destino dos veículos brasileiros e o grande responsável pelo salto dos embarques em 2025, como o fator que mais pesou negativamente na atividade em janeiro.
“Vamos acompanhar, mas o resultado de janeiro pode significar um desaquecimento do mercado argentino”, afirmou o dirigente, ao divulgar que somente 15,6 mil unidades seguiram para o país vizinho no mês passado, 27,1% a menos do que no ano passado.

Dentre os maiores compradores dos veículos brasileiros, México e Colômbia, mesmo que com índices de variação e números bem mais modestos, ajudaram a evitar recuo ainda maior dos embarques.
Responsáveis pela grande maioria das exportações, os carros de passeio amealharam somente 19,8 mil veículos negociados lá fora, 13,6% menos, os comerciais leves, com 4,6 mil unidades, tiveram recuo ainda mais drástico, de 37,5%, enquanto caminhões e ônibus cresceram bem pouco, 1,1% e 3,7%, respectivamente.
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