As exportações estão “salvando” a produção basileira de veículos em 2025. Quem afirma é Ivo Calver, presidente da Anfavea, diante do levantamento da entidade que indica crescimento de 59,8% nos embarques acumulados no primeiro semestre.

Transpuseram as fronteiras rumo a outros países nesse período 264,1 mil automóveis, comerciais leves, caminhôes e ônibus.

Em números absolutos a evolução também chama a atenção: são quase 100 mil veículos a mais na comparação com os 165,3 mil veículos exportados nos seis primeiros meses do ano passado.

Não há exceção, todos os segmentos de produtos estão acima de 2024. Automóveis e comerciais leves (247,4 mil), responsáveis pela maior fatia, cresceram 59,5%, marginalmente abaixo da média, e os ônibus (3,3 mil) avançaram 52% . Já a recuperação das vendas de caminhões no exterior é ainda mais expressiva: 91%, para 13,4 mil unidades.

Calvet atribui o salto das exportações ao longo de 2025 ao consumo ascendente em vários mercados de destino e especialmente à Argentina, historicamente maior comprador dos veículos brasileiros no exterior.

Com vendas internas em vigorosa recuperação  de quase 80% até junho — depois de anos de quedas —, a Argentina, sozinho, comprpu 157,3 mil veículos fabricados no Brasil, 60% dototal exportado.

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No começo do ano, a Anfavea estimou crescimento de 7,4% das exportações frente a 2024, para 428 mil unidades, portanto média mensal ao redor de 35,6 mil veículos. E

Até agora, embora ainda não tenha revisado os cálculos, a entidade errou de forma significativa para baixo. A cada mês do primeiro semestre saíram do País 44 mil unidades. O pior resultado, 28,7 mil veículos, foi em janeiro, mês tradicionalmente fraco, não muito distante da projetada média da Anfavea.

Em junho, porém, foram registrados 50,7 mil embarques, apenas oitocentas unidades a menos do que em maio, até agora com o melhor resultado mensal do ano e também desde agosto de 2018.


Foto: Divulgação

George Guimarães
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