Primeira marca a montar veículos no Brasil, a partir de 1919, a Ford deixou de ter produção local em 2021. Como mera importadora desde então, vem, discretamente, alcançando números de vendas sustentáveis, que cresceram significativamente nos últimos quatro anos e seguem assim em 2026.
De janeiro a julho, foram licenciados quase 32,5 mil automóveis e comerciais leves da marca. É o maior volume registrado para os primeiros sete meses desde os 37,8 mil veículos de 2021.
Naquela época, porém, a rede de concessionárias dispunha ainda nos estoques de unidades do EcoSport e Ka nacionais, cuja produção em Camaçari, BA, fora encerrada oficialmente em janeiro daquele ano.
Se ao longo de todo 2022, já dependente somente dos produtos trazidos de fora, a Ford obteve 20,8 mil licenciamentos, no ano passado encostou em 54,5 mil unidades entregues aos clientes finais. Esse avanço de 160% representou cinco vezes a média do mercado, que cresceu 30% nesse mesmo período.

A participação da marca em automóveis e comerciais leves também evoluiu significativamente. Dobrou, na verdade. Passou de 1% para 2% em 2025, índice sustentado este ano, apesar do grande aumento da concorrência em SUVs e picapes médias, segmentos nos quais a Ford concentra sua atuação desde 2021.
A maior contribuição para esse bom desempenho vem, é certo, da Ranger. Com 34 mil licenciamentos, a picape fabricada na Argentina respondeu por 63% das vendas da marca no ano passado, rigorosamente a mesma participação verificada nos primeiros sete meses deste ano.
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Em julho, a Ranger liderou o segmento de picapes médias no Brasil com 3,4 mil emplacamentos, 25% de participação, segundo o Renavam, e crescimento de 7% frente a igual período do ano passado.
De janeiro a julho, foram licenciadas 20,4 mil unidades, evolução de 6,8%, enquanto o segmento cresceu bem menos, apenas 1,3%, segundo a fabricante.
Para isso, a Ford tem diversificado a oferta do modelo, com o lançamentos recentes de variações direcionadas ao trabalho, mas também dedicadas à parte de cima do segment — versões off-road, esportivas e de acabamento sofisticado.
O resultado do mês passado superou por poucas unidades a Toyota Hilux (3,3 mil licenciamentos), líder histórica entre picapes com 1 tonelada de capacidade de carga, e ampliou a vantagem acumulada no ano sobre a terceira colocada Chevrolet S10, outra tradicional concorrente.
Se mantiver até o fim do ano a média mensal superior a 4,6 mil licenciamentos registrada nos primeiro sete meses, a Ford estabelecerá novo recorde de vendas como importadora de veículos.
Bem à frente, inclusive, de marcas de volume que se valem de fábricas no País. Algo difícil de se acreditar há apenas cinco anos.
Foto: Divulgação
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