O início deste ano foi marcado por uma desaceleração nas linhas de montagem das montadoras instaladas no Brasil. Foram produzidos 159,6 mil veículos em janeiro, volume 12% inferior ao do mesmo mês do ano passado (181,4 mil unidades).
Ao divulgar os números nesta sexta-feira, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, tentou deixar claro que essa queda pode ser considerada pontual e, portanto, não chega a preocupar:
“O mês de janeiro de 2025 foi atípico no contexto da série histórica, pois ficou acima da média dos anos anteriores. E neste início de 2026, em particular, alguns fabricantes esticaram as férias coletivas, retornando só na terceira semana”.
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Sem detalhar os números, Calvet garantiu que as unidades CKD/SKD montadas por fabricantes chinesas que iniciaram operações aqui no final do ano passado (GWM e BYD) já estão incluídas no balanço de produção divulgado mensalmente pela entidade.
Disse, apenas, que essas unidades ainda representam pouco na estatística geral. Ele também comentou sobre a não prorrogação dos incentivos com alíquota zero de importação para veículos desmontados e semidesmontados, aplicados por meio de cotas até o último dia 31.
As fabricantes chinesas vinham pedindo a prorrogação da medida, mas o governo federal optou por encerrá-la no prazo pré-definido.
“Comemoro o fato de o governo não ter colocado em pauta isso. Como Anfavea, defendemos a indústria nacional e vamos manter nossa posição contrária ao imposto zero caso o pleito volte a ocorrer.”
Ainda com relação à produção de janeiro, Calvet destacou o recuo de 14,4% no segmento de carros, de 141 mil para 120 mil unidades no comparativo interanual. No caso dos comerciais leves, praticamente houve estabilidade. A queda foi de apenas 0,9%, de 31 mil para 30 mil unidades.
Também a produção de ônibus se manteve estável, com pequena alta de 0,8%, enquanto a de caminhões teve redução maior, de 15,6% (veja gráfico abaixo)

Foto: Divulgação/VW
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