Indústria

Produção de veículos na Argentina começa 2026 em baixa

Exportações também recuaram, enquanto o mercado interno ficou estável

Principal parceira internacional do setor automotivo brasileiro, a Argentina começou 2026 com números nada promissores. Ao contrário, a indústria local registrou sensível queda em janeiro da produção e exportações de veículos, assim como mercado interno praticamente estável frente a igual mês do ano passado.

Apesar de inicial, trata-se de um início de ano muito distinto da média de 2025, quando o setor exibiu forte recuperação diante de 2024.

As montadoras argentinas fabricaram 21 mil veículos de passeio e comerciais no mês passado, recuo de 20,7% em relação a dezembro e nada menos do que 30,1% abaixo das produção de janeiro de 2025.

Quase a metade dessa frota, mais de 9,5 mil, seguiu para outros países, declínio de 12,3% diante do número de embarques de um ano antes.

As vendas internas ao menos ajudaram a evitar desaceleração ainda maior no ritmo das linhas de montagem. As fabricantes entregaram às redes de concessionárias 34, 3 mil veiculos no mês passado, variação positiva de apenas 0,7%.

De qualquer modo, a Adefa, associação das fabricantes de veículos da Argentina, destaca que parte dessas quedas pode ser justicada com 3 dias a menos de produção na comparação interanual. Em janeiro, a média diária foi de 1.750 veículos montados.

“Como estimamos no fim do ano passado, pela menor quantidade de dias trabalhados e pela menor cadência diária devido às adequações nas plantas para a produção de novos modelos, os dados refletiram uma menor atividade em comparação ao mesmo mês do ano passado”, analisa Rodrigo Pérez Graziano, presidente da entidade.

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O dirigente lembrou ainda que maioria das montadoras também concedeu alguns dias de férias em janeiro, enquanto em anos anteriores essas paradas eram antecipadas para dezembro e se distribuíam até fevereiro.

“Para termos maior precisão sobre o desempenho anual das principais variáveis, será necessário aguardar o desenvolvimento do primeiro trimestre”, concluiu Graziano.


Foto: Divulgação

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Redação AutoIndústria

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