O[/dropap] Grupo Sada amplia sua atuação no País com a inauguração oficial da Igar, centro de reciclagem de automóveis localizado em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na tarde de terça-feira 25. A nova operação, resultado de investimento de R$ 200 milhões, nasce como a maior do Brasil, com capacidade para processar 500 carros/dia, equivalente a obter de 100 a 120 toneladas de sucata por hora. A estimativa para o primeiro ano da operação é de triturar 50 mil carros.
O projeto é uma ideia de mais uma década da empresa, mas que ganhou força com o Programa Mover, do governo federal, ao contemplar na política setorial o conceito do “do berço ao túmulo” no cálculo de emissões de gases de efeito estufa das montadoras por contrapartidas em benefícios fiscais, em especial o IPI.
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O centro reforçará a economia circular no setor com ferramenta auxiliar no processo de descarbonização. A sucata e outros resíduos obtidos no processo de trituração do veículo, retorna à cadeia produtiva. Como uma empresa logística na área de distribuição, operação aproveita os próprios ativos.
“Temos uma frota de aproximadamente 3 mil equipamentos que rodam por todo o Brasil. E aí que está o grande potencial de transformar a logística reversa dos veículos em da vida em realidade”, conta Daniela Medioli, vice-presidente executiva do Grupo Sada. “A maior parte dos caminhões cegonha vai carregado e volta vazio. Porque não retornar com veículos já descartados, dos pátios de Detrans e de concessionárias, por exemplo?”
Segundo a segunda a executiva, por enquanto, o maior desafio é justamente a captação dos veículos para o processo de sucateamento. O setor ainda espera portaria do governo que regrará todo o ciclo.
“O MDIC está endereçando as questões para descartar os carros em fim de vida dos pátios públicos. Ainda existem alguns aspectos regulatórios que impedem de os carros serem direcionados imediatamente ao centro de reciclagem. Mas, até lá, já estamos fazendo todo o fluxo de negócio para captação, processamento e descontaminação dos carros”, lembra a representante. “Esses pátios ficam anos empilhando carros, que geram problemas de segurança e ocupa espaço sem gerar valor.”
Daí, a parceria com a ArcelorMittal, que fica responsável pelo retorno da sucata na cadeia produtiva, afinal, um carro rende de 70% a 80% de material metálico. De volta aos fornos da siderúrgica, o resíduo do carro triturado se transforma em matéria-prima para novas peças e componentes.
“O aço é infinitamente reciclável sem perder características. Pode ir para a indústria automotiva, para a indústria da construção civil, de linha branca, enfim, para qualquer uso do aço”, observa Bernardo Rosenthal, diretor de Compras de Metálicos e BioFlorestas da ArcelorMittal. “A sucata é uma das rotas de produção de aço e um grande avanço para a descarbonização, pois reduz a extração de minério.”
O executivo adianta que a empresa está preparada para consumir toda a geração de sucata da Igar. A expectativa é de ocorrer aumento gradual, independentemente da portaria do Mover, mas de trabalhar com ao menos 6 mil toneladas de sucata por mês proveniente do centro de reciclagem mineiro. “Quanto mais carros, vamos ao mesmo tempo reduzindo as sucatas da obsolescência e destinando para outras unidades da ArcelorMittal, não só em Minas.”
Foto: Divulgação Grupo Sada
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