Produção da terceira geração do SUV compacto da Audi — Q3 e Q3 Sportback — já começou, em São José dos Pinhais (PR). Com chegada às concessionárias na segunda quinzena de maio, a marca alemã destaca linhas mais fluidas e superfícies planas. A tradicional grade do radiador hexagonal será mais larga e horizontal. Luzes de rodagem diurnas (DRL) acima e faróis LED Matrix mais abaixo. Teto terá curvatura bastante acentuada na versão Sportback. Na traseira, além de uma faixa luminosa abaixo das lanternas, os quatro anéis entrelaçados que identificam a marca serão iluminados.

Haverá renovação total do interior, inclusive sem as tradicionais hastes atrás do volante. Uma grande tela alta, panorâmica e curva integra o quadro de instrumentos de 11,9 pol. e a central multimídia de 12,8 pol. Estreiam Android Auto e Apple CarPlay. Além de novos materiais de acabamento, os bancos dianteiros são mais envolventes para garantir firmeza ao corpo em qualquer situação.

Anunciado faz quase um ano, quando comunicou a expansão da fábrica de Piracicaba (SP) para 215.000 unidades anuais, a Hyundai confirmou que lançará um novo produto posicionado entre o HB20 (continuará em linha) e o Creta. A marca sul-coreana nada abriu sobre data de lançamento (certamente ainda em 2026), nome do produto e nem tipo de carroceria. Somente acenou para algo entre um hatchback e um SUV, em termos de preço. Porém, as apostas se concentram entre duas possibilidades.

Uma indica tratar-se de atualização do i20 já lançado na Coreia do Sul, inclusive em versão híbrida. Contudo, há indicação também de outro produto, a nova geração do Bayon, um SUV compacto produzido na Turquia. Este modelo foi fotografado no exterior com disfarces.

GM também terá uma novidade para a sua fábrica de Gravataí (RS), no próximo trimestre. O novo SUV cupê Sonic, com base no Onix hatch, será posicionado abaixo do Tracker. Tera, Kardian e Pulse estão entre os alvos, em porte e preço. No segundo semestre, chegará da Argentina a picape intermediária Niagara, da Renault, com a mesma arquitetura do SUV Boreal e tendo como alvo principal a líder Toro.

 

Em fevereiro, pequeno avanço em média diária de vendas

Não é propriamente para comemorar, mas o resultado de vendas em fevereiro deste ano, na referência de média diária, ficou um pouco melhor frente ao mesmo mês do ano passado. A diferença apontou um avanço de 5,3%: 9.700 unidades (2026) contra 9.200 unidades (2025). Este cenário, no entanto, precisa ser confirmado nos próximos meses.

Ao comparar o primeiro bimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, a comercialização subiu apenas 1% com a ressalva da influência negativa de veículos pesados (caminhões e ônibus somados) que enfrentaram um recuo severo de 23%. Em números absolutos foram emplacadas 355,7 mil unidades, em 2026 e 356,2 mil unidades, em 2025.

A picape compacta Strada manteve a liderança do mercado de veículos leves em fevereiro com 11.191 unidades. Na sequência, entre os 10 modelos mais vendidos, Polo, Mobi, Argo, Onix (diferença de apenas 28 unidades em relação ao quarto colocado), T-Cross, Tera, Kwid, HB20 e Creta.

Entre as marcas, Fiat e VW avançaram, enquanto Jeep e GM recuaram em fevereiro. De acordo com a compilação da consultoria Bright, o cenário do mês passado para as 10 primeiras colocadas foi este, em percentuais: Fiat (22,5); VW (16,5); GM (9,6); Hyundai (6,9); BYD (6,5); Toyota (5,9); Renault (5,4); Jeep (4,7); Honda (4,3) e Nissan (2,8%).

De acordo com a mesma consultoria, a participação nas vendas totais de modelos híbridos e elétricos somados foi de 15,2%, abaixo do resultado de janeiro. A tendência para os meses restantes de 2026 ainda não pode ser projetada. Contudo, minha previsão é que haverá uma certa acomodação para modelos elétricos e uma escalada mais firme dos três tipos de híbridos (básicos, plenos e plugáveis).

 

Yaris Cross 1.5 Flex XRX: impressões iniciais

Por R$ 11.000 a menos no preço sugerido, na versão de topo, o Yaris Cross tem desempenho um pouco inferior à versão híbrida. Além do mesmo visual, que inclui teto solar panorâmico fixo, oferece bons materiais de acabamento, central multimídia de 10,1 pol. com Android Auto e Apple CarPlay e carregador por indução. Rodas de 18 pol. Falta o ajuste elétrico do banco do motorista. Garantia Toyota de 10 anos (cinco anos iniciais e mais cinco com revisões na rede da fabricante).

Tanto a versão flex quanto a híbrida flex dispõe do freio de estacionamento eletromecânico de imobilização e liberação automáticas nas paradas (auto-hold), dispositivo de série muito útil no para-e-anda do trânsito que todo carro com câmbio automático (no caso, um CVT de sete marchas) deveria oferecer.

Motor flex entrega 110 cv (G)/122 cv (E); 14,3 kgf·m (G)/15,3 kgf·m (E). Esses valores são inferiores à versão híbrida flex, antes avaliada em primeiras impressões também no Autódromo Capuava: 91 cv (G ou E) e 12,3 kgf·m (G ou E); motor elétrico, 80 cv/14,4 kgf·m; potência e torque combinados, 111 cv/15,3 kgf·m. Ao contrário do observado no híbrido flex, a versão apenas flex é mais silenciosa.

A Toyota não informou dados de desempenho de nenhum dos dois modelos. Todavia, a aceleração do híbrido é um pouco melhor em razão da ajuda do motor elétrico. Além disso, o flex convencional perde em consumo de combustível para o híbrido no uso urbano e rodoviário de acordo com o padrão Inmetro. Entretanto, o Yaris Cross Flex tem tanque de combustível maior (42 litros contra 36 litros do híbrido). E assim, no alcance, um perde e outro ganha. Flex vai melhor no uso rodoviário e o híbrido, no uso urbano, com etanol ou gasolina.

Preço: R$ 178.990.

 

BMW M135 xDrive com mais espaço e potência

A categoria dos chamados Hot Hatches (hatches de alto desempenho) ganha um modelo um pouco maior e desempenho superior. O destaque é o motor, já utilizado em carros de proposta semelhante da BMW: 2-L, turbo de duas volutas (melhora respostas do acelerador), 317 cv, 40,7 kgf·m e aceleração de 0 a 100 km/h em 4,9 s. Destaca-se pelo entre-eixos de 2.670 mm. O visual, embora algo exagerado em alguns aspectos, mantém o dom de atrair olhares por todos os lados. Alguns acessórios são opcionais, entre eles um aerofólio traseiro colocado sobre o defletor de teto. Porta-malas de 380 L, bem razoável para viagens de fim de semana.

Grade do radiador com contorno iluminado destaca-se em meio aos automóveis convencionais. Também atraem as duas saídas duplas de escapamento nos extremos do para-choque. No interior, enchem os olhos as telas curvas unificadas de 10,25 pol. no quadro de instrumentos e 10,7 pol. para a multimídia com fácil espelhamento para Android Auto e Apple CarPlay. Console central sem a tradicional alavanca de câmbio, substituída por um discreto joystick.

Bancos dianteiros do tipo concha com ajuste elétrico, teto solar panorâmico, carregador de celular por indução e forração em Alcantara seguem o alto padrão da marca bávara.

Preço: R$ 459.950.


Fotos: Divulgação Audi/Toyota/BMW

Fernando Calmon
ASSINE NOSSA NEWSLETTER GRATUITA

As melhores e mais recentes notícias da indústria automotiva direto no sua caixa de e-mail.

Não fazemos spam!