O setor brasileiro de autopeças fechou o primeiro bimestre com recuo tanto nas exportações como nas importações, o que gerou queda de 10,1% no déficit comercial, que baixou de US$ 2,5 bilhões pra US$ 2,3 bilhões no comparativo interanual.

As vendas para outros países desaceleraram 13,5%, limitando-se a US$ 1 bilhão nos primeiros dois meses do ano. O resultado foi afetado principalmente pela retração nos negócios com seus dois principais mercados: as exportações para a Argentina caíram 27,1%, para US$ 342,9 milhões, e as direcionadas aos Estados Unidos despencaram 32,6%, para US$ 143,9 milhões.

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No relatório da balança comercial publicado no site do Sindipeças, a entidade alerta: “Para 2026, a principal preocupação do setor reside na perda de fôlego das exportações, após desempenho favorável em 2025, quando cresceram 8,2%, refletindo, sobretudo, o avanço de 12,5% nas vendas para a Argentina, responsável por 36% do total de autopeças exportadas pelo Brasil”.

Esse índice já caiu para 33,6% este ano e tudo indica que o país vizinho não manterá o ritmo de recuperação econômica de 2025, “o que tende a reduzir de forma relevante o fluxo das vendas para aquele mercado” (veja tabelas abaixo).

Também as importações estão em queda este ano, mas em índice um pouco inferior ao registrado nas exportações. As compras em outros países somaram US$ 3,3 bilhões no bimestre, recuo de 11,2% sobre total de US$ 3,72 bilhões dos dois primeiros meses de 2025.

No ranking das importações, houve queda tanto nos negócios com a China, principal parceiro nesse caso, como dos Estados Unidos. As compras de autopeças chinesas desaceleraram 2,5%, de US$ 782 milhões para US$ 762,3 milhões, e as de componentes estadunidenses baixaram 11,9%, de US$ 373,5 milhões para US$ 328,9 milhões.



 

Alzira Rodrigues
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