Mês estrondoso.” Assim Milad Kalume Neto, sócio-diretor da K.Lume, consultoria especializada no setor automotivo, definiu março em função dos licenciamentos de veículos acumulados e que chegaram a 257,8 mil automóveis e comerciais leves.

O número representa crescimento de 39,8% ante os emplacamentos registrados em igual mês do ano passado. Do total, 206,4 mil foram automóveis de passeio e 51,7 mil, comerciais leves. Frente a março de 2025, os carros de passeio avançaram 45,8% e os comerciais leves, 20,1%.

Os licenciamentos do mês passado elevaram o desempenho do setor no primeiro trimestre. De janeiro a março, as vendas internas superaram 597 mil veículos leves. São 80 mil unidades a mais do que no mesmo período do ano passado ou crescimento de 15,5%.

Com 22 dias úteis, as médias diárias de março foram de 11.718 unidades entre carros e comerciais leves, o maior número desde janeiro de 2025, excluindo-se dezembro. Março indicou um aumento de 19,5% em relação a fevereiro e de 33,5% sobre 2025.

A consultoria destaca o crescimento das vendas diretas em relação aos últimos meses, responsáveis por 51,7% dos emplacamentos,  e mais um avanço das marcas chinesas,  que colocaram nas ruas 38,1 mil automóveis e comerciais leves, participação de 14,8%.

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Milad Kalume não aponta um motivo específico para retomada tão forte dos licenciamentos. “Imaginei incialmente que fosse a maior oferta das marcas chinesas e depois alguma marca específica distorcendo o mercado. Não foi nem um caso nem outro, mas tudo isso e outros fatores juntos. As cinco marcas mais vendidas exibiram crescimento conjunto de 45,2%, pouca coisa abaixo da média do mercado de 46,1%, indicando que o aumento ocorreu para baixo e de forma diluída”, ponderou.

Nem mesmo o Carnaval em março serve para justificar o aquecimento dos negócios, no entender do consultor. “Um aumento de 33,5% nas vendas médias diárias, de 8.780 para 11.718, não pode ser creditado ao feriado. São 21 dias úteis financeiros, mas mesmo considerando os dias de um brasileiro normal, cai para apena 19, alterando para 9,7 mil unidades de média, ou 20,8% de aumento, o que é muito alto.”

 


 

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