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Dolphin Mini ganha sistema Lidar para reverter declínio nas vendas na China

Com mais concorrentes, licenciamentos do elétrico caíram de mais de 30 mil para 5 mil por mês em um ano

Seagull, Dolphin Surf ou Dolphin Mini. O nome varia de mercado, mas o compacto já bem conhecido no Brasil tem sido vital para a ascensão internacional da BYD.

Aqui, maior mercado da marca chinesa, lidera as vendas de automóveis elétricos a bateria, com mais de 21,6 licenciamentos no primeiro quadrimestre, 45% de todos os carros elétricos vendidos no País e 67% dos BYD elétricos que chegaram às ruas.

Na China, entretanto, o Seagull vinha perdendo vendas e participação em seu segmento diante do lançamento de vários concorrentes diretos.

O modelo chegou a vender 34 mil unidades em abril de 2025, mas desde então viu, mês após mês, as entregas aos clientes finais declinarem para o patamar de 5 mil até o primeiro bimestre deste ano.

Em contrapartida, o Geely EX2 passou a liderar o mercado chinês, e no Brasil, onde foi lançado no transcorrer do segundo semestre do ano passado, também começa a incomodar e, a exemplo do modelo da BYD, será nacionalizado a partir de produção no Paraná até o fim de 2026.

Era momento mais oportuno — obrigatório, isso sim — de promover uma reviravolta nessa tendência e ela, acredita a BYD, virá com aprimoramento técnico e adoção de recursos como a assistência à condução “God’s Eye”, que utiliza o sistema Lidar.

O dispositivo, opcional, é a principal atração da linha 2026, que externamente conta com pequenas atualizações estéticas em rodas e lanternas apenas. Mudanças que não devem tardar a chegar à versão brasileira fabricada em Camaçari, BA.

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A tecnologia Lidar, sigla em inglês para Detecção e Alcance por Luz, faz o monitoramento do entorno do veículo e do trânsito por meio de emissões de laser que medem distâncias e criam mapas precisos do ambiente. Quanto dotado do sistema, o modelo sai para o consumidor chinês por preços a partir de US$ 13,4 mil.

Em compensação ao desembolso 30% maior do que o da versão de entrada, o proprietário tem, dentre outros recursos, o conforto e segurança de navegação urbana com piloto automático, reconhecimento de semáforos e navegação em rotatórias, sistema de monitoramento do motorista e gravador de vídeo de condução.

O Seagull oferecido na China segue movido por um único motor elétrico de 55 kW, 74 cv, mas com baterias de 30 kWh ou 39 kWh, que permitem autonomia de 305 km e 405 km, respectivamente, segundo o ciclo de medição chinês.


Foto: Divulgação

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Publicado por
George Guimarães

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