Apesar da participação de apenas 1,4% em 2025, entidade destaca crescimento exponencial dos últimos anos

A edição 2026 do relatório da frota circulante brasileira elaborada pelo Sindipeças traz projeções alvissareiras sobre a expansão das vendas de eletrificados (100% elétricos e híbridos) no País.
Segundo a entidade, esses veículos vêm ganhando espaço na frota de maneira acelerada, com crescimento exponencial nos últimos anos. A taxa média de expansão anual na década é de 75,6% e, embora ainda representem parcela reduzida da frota total, sua participação passou de 0,1% em 2021 para 1,4% em 2025.
“Mantidos os ritmos atuais de crescimento médio anual da frota de veículos e das vendas dos eletrificados, estimamos que entre 2036 e 2040 os elétricos e híbridos poderão representar até 50% da frota total em circulação”, projeta a entidade que representa a indústria brasileira de autopeças.
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Com relação à frota de 2025, que chegou a 48,8 milhões de autoveículos, os eletrificados, com o maket share de 1,4% (veja gráfico abaixo), totalizaram perto de 700 mil unidades em circulação nas ruas e estradas brasileiras.
Dentre os incentivos a esse tipo de produto que vêm impulsionando as vendas, o Sindipeças destaca a implementação em 2025 do IPI Verde, “uma das principais iniciativas do Programa Mover que estabelece um sistema de vantagens e penalidades (“bônus e malus”) no IPI com base em critérios como emissões, eficiência energética, segurança e reciclabilidade”.
A entidade ressalta que a iniciativa tende a fortalecer sobretudo o mercado doméstico de eletrificados, uma vez que os incentivos estão restritos a modelos produzidos no País, “enquanto os veículos 100% elétricos ainda são majoritariamente importados”.
As importações também merecem capítulo à parte no relatório do Sindipeças, que enfatiza o aumento da participação dos veículos vindos de outros países de 14,2% em 2021 para 15% no ano passado (veja tabela abaixo).
Essa alta é atribuída principalmente à invasão das marcas chinesas, que priorizam os eletrificados em sua oferta no mercado brasileiro.
Ainda com relação ao perfil da frota por combustível, os veículos flex mantiveram predomínio, com participação ao redor de 78%.
“No caso dos veículos movidos a álcool, registrou-se queda de 30,1% na passagem de 2024 para 2025. A presença desses veículos encolheu de 127,3 mil em 2016 para apenas 8,7 mil em 2025, o que implica retração média de 25,6% ao ano. A representatividade nula na frota atual indica que essa tecnologia está superada em sua versão para uso de um único tipo de combustível (álcool)”, informa o Sindipeças.
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