No caso dos automóveis, atingiu 11 anos e 5 meses em 2025 e, nos caminhões, subiu para 12 anos e 3 meses

Afrota circulante brasileira cresceu em 2025, mas em ritmo inferior ao de 2024. Considerando leves e pesados, houve alta de 1,5%, para 48,8 milhões de autoveículos. O índice anterior tinha sido de 2%.
Do total (veja tabela abaixo), 39,5 milhões são automóveis (expansão de 1,2% em um ano) e 6,6 milhões são comerciais leves (alta de 3,4%). Os caminhões somam 2,28 milhões de unidades rodando nas estradas brasileiras (mais 1,8% sobre 2024) e os ônibus, 401,5 mil (mais 1,6%).
Quanto à idade média, que em autoveículos passou de 10 anos e 11 meses para 11 anos de 2024 para 2025, há variações expressivas por segmento, conforme relatório da frota circulante – edição 2026 publicada no site do Sindipeças (tabela abaixo).
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No caso dos automóveis, por exemplo, houve alta de 11 anos e 2 meses para 11 anos e 5 meses. Também envelheceu a frota de caminhões, cuja idade média subiu de 12 anos e 2 meses para 12 anos e 3 meses.
Já a frota de comerciais leves manteve a idade média em 8 anos e 11 meses, enquanto a de ônibus teve redução de 11 anos e 4 meses para 11 anos e 3 meses.
Com relação às motos, a frota circulante teve expansão mais expressiva do que as registradas em autoveículos, da ordem de 4,1%, para 14,58 milhões, o que gerou redução na idade média de 8 anos para 7 anos e 8 meses.
Como destaca o Sindipeças em seu relatório, a frota brasileira, a despeito de certos avanços, manteve tendência de envelhecimento no ano passado, “exprimindo as dificuldades de renovação e os desafios associados ao processo de descarbonização”.
Da frota total de autoveículos, 41,5 milhões são de modelos produzidos no Brasil — participação de 85% — e 7,3 milhões de unidades importadas.
Incluindo as motos (14,58 milhões), são 63,4 milhões de veículos com duas rodas ou mais circulando atualmente no País, crescimento de 2,1% em relação ao ano anterior (62,1 milhões).
“Embora se note menor ritmo frente a 2024 (+2,8%), a variação se manteve acima da média observada na última década, que foi de 1,2%”, informa o Sindipeças.
Invasão chinesa eleva participação dos importados
A entidade avalia que, do ponto de vista econômico, o menor incremento da frota brasileira em 2025 pode ser explicado por diversos fatores, incluindo uma redução na evolução do PIB, desaceleração da economia no segundo semestre e piora das condições de crédito.
“Do lado dos importados, a invasão de marcas chinesas, em comunhão com a valorização do real e o aumento do interesse dos brasileiros por veículos eletrificados, assegurou maior participação desses veículos na frota circulante nos últimos dez anos, igualando-se à de 2016 (15%). Tal movimento se conecta à expansão de 29,3% das vendas de veículos importados em 2025”, complementa o Sindipeças.
Apesar da demanda crescente por veículos elétricos e híbridos, os veículos flex mantiveram predomínio na frota, com participação ao redor de 78%.
Foto: IA
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