Enquanto a frota de autoveículos teve crescimento de apenas 1,5% de 2024 para 2025, atingindo 48,8 milhões de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, a de motocicletas evoluiu 4,1%, totalizando 14,6 milhões de unidades,

Esse aumento contribuiu para um rejuvenescimento da frota de veículos de duas rodas no País, movimento que contrasta com o envelhecimento verificado em automóveis e caminhões.

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Conforme a edição 2026 do relatório do Sindipeças sobre a frota circulante, a idade média das motos que rodam nas estradas e ruas brasileiras baixou de 8 anos para 7 anos e 8 meses no comparativo interanual.

“Por estarem sujeitas a maiores riscos de acidentes e perda total, as motocicletas têm taxa de sucateamento (scrap rate) maior do que a dos veículos de quatro rodas”, explica o Sindipeças, lembrando que a menor idade média das motos no país foi em 2016, da ordem de 6 anos e 10 meses.

O mercado de motos desacelerou no final da década passada, retomando crescimento a partir de 2020.

Na avaliação do Sindipeças, os resultados ganharam tração favorecidos pelo elevado preço dos automóveis, facilidades de pagamento (consórcios), agilidade nos deslocamentos mais curtos, aumento das entregas em domicílio (delivery) e preferência pelo transporte individual.

O Sindiepças ressalta,  contudo, que a idade média de 7 anos e 8 meses das motos, embora menor do que a dos carros e caminhões, não necessariamente é a ideal.

“É importante pontuar que as motocicletas mais antigas representam riscos de segurança devido ao desgaste de componentes essenciais, contribuem para maiores emissões de poluentes e elevam os custos de manutenção para os proprietários”, complementa a entidade.


 

Alzira Rodrigues
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