Indústria

BYD negocia produção em fábricas da Stellantis na Europa

Tratativa foi revelada pela vice-presidente global Stella Li à agência Bloomberg

Movimento de ocupação ou compartilhamento de plantas já conhecido recentemente no Brasil, como o da Geely na Renault, em São José dos Pinhais, PR, GAC na HPE, em Catalão, GO, ou a esperada confirmação da Omoda & Jaecoo na JLR em Itatiaia, RJ, começa a ganhar dimensões bem maiores na Europa.

Em entrevista à agência de notícias Bloomberg, veiculada nesta quarta-feira, 13, Stella Li, vice-presidente global, admitiu que a BYD negocia com montadoras locais a produção em fábricas subutilizadas na Europa.

A executiva citou textualmente a Stellantis, mas revelou que tem mantido também conversas com outras fabricantes. “Estamos buscando qualquer fábrica disponível na Europa, pois queremos utilizar esse tipo de capacidade ociosa”, afirmou Li, que participou da conferência Future of the Car promovida pelo jornal econômico Financial Times, em Londres.

A própria Stellantis se recusou a comentar a afirmação da dirigente da maior montadora  chinesa de automóveis elétricos. Mas o conglomerado de 15 marcas de veículos, presidido por Antonio Filosa, que comandou as operações brasileira e sul-americana até 2023, vem defendendo parcerias com outras fabricantes para otimização da produção em mercados estratégicos, inclusive por meio de compartilhamento de unidades produtivas.

Por exemplo, a Leapmotor, da qual a Stellantis detém 25% de participação na China e com quem constituiu joint venture para atuação nos mercados internacionais, começará a produzir seus elétricos e híbridos em fábricas da Stellantis na Espanha.

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À Bloomberg, Li disse que a BYD prefere operar fábricas por conta própria e não por meio de uma joint venture.
“É muito difícil fazer parcerias e pedir permissão a outra pessoa. Preferimos administrar tudo sozinhos. Fazemos parcerias com todas as montadoras para vender baterias ou trabalhar com elas em diferentes aspectos, mas não na produção.”

Ela afirmou que tem restrita lista de países onde a BYD poderia assumir plantas, admitindo dentre eles Itália e França.

Foi além e reconheceu que não descarta inclusive a aquisição de marcas tradicionais que possam estar enfrentando dificuldades. “Estamos estudando. Mas ainda não tomamos nenhuma providência nesse sentido.”


Foto: Divulgação

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Publicado por
George Guimarães

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