A Jeep está comemorando o crescimento de 6% nos emplacamentos do Compass em 2026. Com os 4,2 mil licenciamentos em abril, o modelo acumulou 18,3 mil unidades entregues aos clientes finais no primeiro quadrimestre.

O total negociado nesse período, porém, ficou pouca coisa abaixo das 18,6 mil unidades alcançadas pelo BYD Song — 6 mil só em abril — , que pela primeira vez ultrapassou o Compass e entra com vigor no rol dos candidatos a quebrar a hegemonia de nove anos do representante da Jeep no segmento de SUVs médios.

Isso porque, os licenciamentos do Song cresceram quase dez vezes mais em um ano, precisamente 58%, segundo levantamento da Fenabrave.

É um feito e tanto para o modelo que desembarcou no País como Song Plus no fim de 2022 e em meados do ano passado ganhou a versão de entrada Pro, ambas com motorização híbrida — tecnologia que o Compass ainda não dispõe, mas que foi lançada há menos de dois meses no Renegade e Commander, os outros dois Jeep nacionais.

Desde que começou a ser produzido em Goiana, PE, o Compass passou a ser o “SUV médio a ser batido”. Muitos tentaram, mas sem sucesso. Quem mais se aproximou dessa glória foi o prestigiado e também híbrido Corolla Cross ao longo de cinco anos consecutivos.

Em 2025, quase chegou lá, com 59,7 mil licenciamentos contra 61,3 mil do Compass. Não fosse a paralisação das linhas de montagem por conta do vendaval que destruiu, em setembro, a fábrica de motores da Toyota de Porto Feliz, SP, talvez tivesse suplantado o concorrente.

Assim, cabe agora ao Song, que passou a ser montado em Camaçari na versão Pro em outubro do ano passado, a oportunidade de fazer história e desbancar o Compass do topo ao longo de todo um ano de vendas.

E 2026 representa uma oportunidade e tanto, já que para 2027 a Stellantis prepara a segunda geração do utilitário esportivo, novidade aguardada por muitos dos atuais e prováveis consumidores da marca, que ainda se deparam com o mesmo desenho de uma década atrás, apenas com discretas atualizações, e presente em mais de 552 mil unidades que rodam pelo País.

Outro bom motivo para que a BYD nutra expectativa de um 2026 vitorioso entre os SUVs médios: em ano repleto de lançamentos — não só chineses — que concorrem na mesma faixa de preço, o Compass tem dependido mais das vendas diretas. Sinal que tem “sentido os golpes”.

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De cada dez unidades emplacadas do SUV de janeiro a abril, seis foram negociadas diretamente pela montadora. Esse índice de 60% é também da marca Jeep. São 8 pontos porcentuais a mais do que a fatia registrada em 2025 e muito acima da média das vendas diretas de carros de passeio, limitadas a 43,5% no primeiro quadrimestre.

Ainda assim, enquanto o mercado de automóveis avançou 19,5%, os licenciamentos da Jeep ficaram praticamente estáveis frente ao primeiro quadrimestre de 2025 e a participação baixou de 6,5% para 5,4%.

Em outras palavras, a Jeep e seus concessionários esperam por momento de maior demanda pela sua linha e vendas de melhor qualidade.

Natural, portanto, a ansiedade de contar com o Avenger, novo modelo de entrada que ainda em meados deste ano chegara às revendas saído de Porto Real, RJ, mas igualmente com o Compass de segunda geração para manter ou sustentar seu domínio na categoria que mais tem recebido novidades de 2024 para cá e outras várias programadas para os próximos meses.


Foto: IA/Divulgação

George Guimarães
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