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RS System enxerga oportunidades locais com a invasão chinesa

Fornecedora de tecnologias de pintura aproveita momento de contra-ataque da indústria automotiva nacional para enfrentar concorrência

A avalanche de marcas chinesas que chegam ao mercado brasileiro de veículos – ao menos 14 nos últimos três anos -, certamente acende o sinal amarelo das fabricantes aqui instaladas há tempos. A reconhecida competitividade com a qual os asiáticos desembarcam movimenta as operações nacionais para não perder terreno.

A onda do Oriente assusta, mas também traz oportunidades. A RS System, fornecedora de tecnologias para pintura, representante exclusiva da alemã b+m surface systems no Brasil, tem encontrado boas valas nesse mar para surfar na cena atual.

“Os chineses estão não só impulsionando, mas obrigando a indústria a transformar as operações para ser mais eficiente”, conta Emilio Salcedo, diretor técnico da RS System. “Há necessidade de mudar processos para potencializar capacidades e aumentar a competitividade.”

Segundo o executivo, o atual cenário tem permitido à RS System aparecer como parceira na remada da indústria frente aos chineses. “Estamos participando de diversas tratativas, com projetos para novas especificações.”

Salcedo não pode revelar os potenciais clientes, mas lembra de concorrência de fornecimento para Volkswagen, Scania, Volvo e GWM na futura fábrica no Espírito Santo. A GWM, aliás, teve o suporte da RS System para a reconfiguração da área de pintura da unidade de Iracemápolis (SP) após aquisição da Mercedes-Benz, o que promoveu o dobro de capacidade operacional.

Com o foco sobre montadoras e sistemistas, a RS System, garante Salcedo, é capaz de entregar soluções completas na área de pintura, dos robôs aos softwares de inspeção de divergências passando pela adequada definição dos equipamentos.

Pela capacidade de fornecimento e apesar de maior potencial de conquistar parcerias na tradicional indústria já instalada, Salcedo enxerga os chineses também como prováveis clientes, ao menos em um segundo momento. “Por enquanto, os fabricantes chineses chegam fechados com fornecedores próprios, mas novas regulamentações podem reverter o modelo. Também aos poucos eles entendem que existe capacidade local.”


Fotos: Divulgação

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Décio Costa

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