Consolidada há anos como a quarta marca mais vendida no Brasil, a Hyundai já não dorme tão tranquila em 2026. Se a participação em todo o 2025 foi de 8%, considerando os segmentos de automóveis e comerciais leves, após os primeiros cinco meses deste ano limitou-se a 7,3%, com 80,3 mi licenciamentos.
O recuo de 0,7 ponto porcentual em tão pouco tempo não seria preocupante não fosse a agora estreita margem de vantagem para a BYD, que passou de 4,4% ao longo de todo o ano passado para 7,1% de janeiro a maio, ao acumular 77,8 mil veículos entregues aos clientes finais.
Em maio, inclusive, as posições se inverteram. Ao negociar 8,2 mil automóveis e comerciais leves, a marca chinesa roubou a quarta colocação da Hyundai, que alcançou 7,7 mil licenciamentos. As fatias foram de, respectivamente, 8,2% e 7,7%.
Caso não queira chegar ao fim do ano um degrau abaixo do ranking do ano passado, a Hyundai precisará se mexer e rápido. O primeiro e importantíssimo movimento, entretanto, já tem data definida para ser revelado: nesta sexta-feira, 12.
Em São Paulo, a marca coreana vai apresentar o terceiro carro a ser fabricado em Piracicaba, SP, o primeiro nacional nos últimos nove anos — desde o lançamento do Creta, no já distante 2017. Provavelmente, já que ianda não é oficial, com o nome I20.
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O novo modelo não teve ainda uma imagem divulgada — apenas detalhe do conjunto de iluminação dianteiro (foto) —, mas pode ser definido como um crossover, intermediário entre o HB20 e o próprio Creta.
Um provável concorrente dos Volkwagen Tera e Nivus, Renault Kardian e Fiat Pulse, por exemplo, fruto do atual ciclo de investimento de US$ 1,1 bilhão e que vai até 2032.
Entre H20 e Creta
Marcos Oliveira, COO da Hyundai, disse no começo do ano que o terceiro modelo piracicabano completará o portfólio “com uma configuração inédita, em um segmento que está surgindo entre hatchbacks e SUVs”.
“HB20 e Creta são os pilares do nosso sucesso no Brasil e continuarão a desempenhar esse papel”, assegurou, até para evitar especulações de eventual descontinuação do pioneiro HB20.
Para acrescer mais um modelo na planta do interior paulista, a Hyundai promoveu adequações na linha de montagem e adquiriu equipamentos para ultrapassar, já em 2026, a capacidade produtiva de 215 mil veículos por ano a fim de atender o mercado interno e países vizinhos da América do Sul.
Foto: Divulgação
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