Pelo que se viu na primeira metade desta década, será mais prudente acreditar em Wang Chuanfu, presidente e CEO da BYD. Durante assembleia geral da montadora, realizada no último dia 9, o principal executivo da fabricante chinesa traçou uma nada modesta meta.
Segundo suas projeções, baseadas, naturalmente, também nos planos internos da empresa, a BYD está no caminho de se tornar a maior produtora mundial de automóveis até 2030.
Para chegar lá, entretanto, as linhas de montagem deverão mais que dobrar o ritmo empreendido em 2025 e, é certo, com peso muito maior do que o atual das plantas industriais, atuais e futuras, que estarão fora da China.
No ano passado, a BYD já ocupou a 6ª colocação no ranking das montadoras que mais produzem. Com 4,6 milhões de veículos leves, deixou para traz, em um único ano, Ford e a conterrânea Geely, que montaram 4,4 milhões e 4,1 milhões de veículos, respectivamente.
A diferença para a líder Toyota é ainda gigantesca. Considerando todas as suas marcas, a montadora japonesa distribuiu e montou mundo afora cerca de 11,3 milhões de veículos.

Mas mesmo a segunda, terceira e quarta colocadas, pela ordem Volkswagen (8,9 milhões) Hyundai (7,3 milhões, considerando números da Kia também) e General Motors (6,2 milhões), estão também muito à frente.
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Não é o caso, porém, da Stellantis, que, somadas suas quinze marcas, montou 5,4 milhões de veículos em 2025.
A julgar pela velocidade que a BYD vem abrindo fábricas, sejam próprias ou compartilhadas com as próprias concorrentes — há estudos inclusive com a própria Stellantis —, a diferença de 800 mil unidades poderá ser eliminada com alguma rapidez.
No encontro desta semana, inclusive, Wang enfatizou que o objetivo de vender 1,6 milhão de unidades somente no exterior este ano, deve ser superado.
O avanço da produção da BYD até o fim da década, acredita o executivo, será puxado pela continuidade da competitividade da indústria chinesa, produtos de qualidade superior e oferta crescente de tecnologias proprietárias, como sistemas de condução autônoma de níveis 3 e até 4.
“Assim que as regulamentações estiverem em vigor, a BYD decolará rapidamente”, afirmou o executivo, que lembrou que a empresa já dispõe de centros de desenvolvimentos não só na China, mas também na Europa e América do Sul, dentre outras regiões.
Foto: Divulgação
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