O desempenho positivo está sendo puxado pelos veículos leves, cuja produção deve crescer 6,5%, enquanto a de pesados recuará 6%

“Temos boas e más notícias”, disse o presidente da Anfavea, Igor Calvet, nesta terça-feira, 7, ao anunciar a revisão das projeções para este ano. O positivo é o mercado de leves acima do previsto antes e o negativo o de caminhões, que acumula queda até junho.
Com isso, a produção deve crescer 5,8%, para 2,79 milhões de veículos, ante meta anterior de alta de apenas 3,7%, para 2,74 milhões (veja tabela abaixo)
Enquanto o volume de produção de leves teve índice de alta revisado de 3,8% para 6,5%, estimando-se agora 2,65 milhões de veículos, a de pesados foi revista de expansão de 1,4% para queda de 6%, ou seja, apenas 143,2 mil unidades no ano entre caminhões e ônibus.
No caso do mercado interno, o de leves teve índice de alta ajustado de 2,8% para 13% e o de pesados de menos 0,5% para menos 6%. No total, a projeção é de 3.014.000 emplacamentos em 2026, evolução de 13% sobre os 2,76 milhões do ano passado.
Também houve mudanças nas metas de exportação. Ante a expectativa anterior de alta de 1,3%, projeta-se agora recuo de 12,8%, para 462 mil unidades.
Calvet voltou a lamentar o aumento das importações, que vem impedindo que a produção acompanhe o crescimento do mercado interno. Além disso, as exportações em queda também contribuem para que o volume produzido não seja maior este ano.
No primeiro semestre, a produção cresceu 8,8% e chegou a 1.372.392 veículos, o melhor resultado para o período desde 2019, ou seja, desde a pandemia. O principal motor dessa expansão foi o segmento de automóveis, cujas vendas avançaram 23,7% no semestre. Já asvendas de caminhões recuaram 10,5% as de ônibus, 11,6%.
Em junho foram fabricadas 253,5 mil veículos no total 3% a menos do que em maio, mas 17,2% a mais do que no mesmo mês de 2025.
“Por um lado, ficamos satisfeitos com o vigor do mercado nacional e com essa alta na produção, que vem se refletindo em ligeira elevação do nível de emprego. Por outro lado, lamentamos muito que parte dessa recuperação venha sendo capturada por importações incentivadas por alíquotas abaixo da média mundial ou pela produção de eletrificados em SKD isenta de Imposto de Importação, algo que vem se provando desnecessário e fora de propósito, dado o bom desempenho dos veículos eletrificados no mercado brasileiro”, reforçou o presidente da Anfavea.
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