Apelido, segundo Seitz, reflete posição da América do Sul como a que mais cresce no grupo, resultado consolidado no 1º semestre

Durante a premiação de seus melhores fornecedores no mês passado, no Rio de Janeiro, o chairman executivo da Volkswagen América do Sul, Alexander Seitz, revelou que a região é conhecida dentro do grupo como a “ilha dos felizes”.
Denominação agora reforçada com a divulgação dos resultados do primeiro semestre deste ano, que reafirmam a posição de destaque da América do Sul no contexto global da marca. A Região SAM (que envolve Brasil, Argentina e demais mercados da América Latina) emplacou 281.865 veículos no período, evolução de 10,6% no comparativo interanual (254.771 unidades em 2025).
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O apelido que inclui a palavra “ilha”, portanto, não é à toa. Em contraste com o desempenho positivo na região, a empresa passa por uma reestruturação no resto do mundo, em projeto que envolve demissões, fechamento de fábricas e a redução de seu portfólio de veículos pela metade, conforme anunciado no último final de semana.
A América do Sul também é destaque global em market share, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira, 13.
A região atingiu participação de 12,2% de janeiro a junho, ficando atrás apenas da “Região Alemanha” (15,4%), uma vez que a marca considera seu país-sede como uma “região” em seu balanço de vendas.
“A América do Sul é estratégica para a Volkswagen e segue como a região que mais cresce em volume de vendas da marca no mundo”, destacou Hendrik Muth, vice-presidente de Vendas e Marketing da Volkswagen para a Região SAM.
O resultado, segundo ele, reflete a força de uma atuação regional consistente: “o Brasil como nosso principal mercado e líder em vendas no varejo, posição também alcançada pela Argentina, e os demais mercados da América Latina em forte aceleração, com o melhor primeiro semestre desde 2022”.
O executivo lembrou que a montadora investe R$ 20 bilhões na região até 2028, que envolve 21 novos modelos e a integração entre desenvolvimento, produção, venda e exportações na região.
“O Tera é um exemplo claro dessa estratégia. Um projeto brasileiro que, em menos de um ano, já se tornou o veículo mais exportado a partir do Brasil, fortalecendo a presença da marca em 17 mercados latino-americanos”, salientou Muth.
No Brasil, a VW encerrou o primeiro semestre com fatia de 16,5% (224.945 emplacamentos), consolidando-se como o 3º maior mercado global da marca em volume de vendas, atrás apenas da China e Alemanha.
Na Argentina, a empresa comercializou 37.946 unidades, com 13,7% de participação de janeiro a junho. Os modelos Tera (6º) e Amarok (7º) estão no Top 10 dos mais vendidos no país vizinho.
Nos demais mercados da América Latina, as vendas acumuladas do período registraram crescimento de 14%. O Tera é o modelo mais exportado a partir do Brasil, seguido da picape Saveiro, com 11.397 unidades embarcadas este ano para 15 mercados da América Latina.
No total, a Volkswagen do Brasil exportou 51.428 unidades no 1º semestre de 2026.
Foto: Divulgação/VW
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