Aprodução de motos no Polo Industrial de Manaus, AM, atingiu 1.063.397 unidades até junho, com expansão de 6,3% sobre o primeiro semestre de 2025. Os emplacamentos bateram recorde para o período, com 1,17 milhão de unidades, alta de 14,1% no mesmo comparativo.

Ao divulgar os números positivos de 2026, o presidente da Abraciclo, Marcos Bento, revelou que a entidade mantém a meta de um crescimento de apenas 4,5% este ano, para um total de 2.070.000, apesar da implementação este mês do Move Brasil – Entregadores e Motoapp.

O executivo deixou claro que o programa não deve gerar negócios adicionais no setor, frisando, por várias vezes, que a iniciativa é apenas uma linha de financiamento: “Após o cliente acessar o site do governo, ele tem de submeter-se à aprovação do crédito junto às instituições credenciadas”.

Sobre a prorrogação do prazo de início das operações do Move Brasil – Entregadores e Motoapps pelos bancos oficiais ,  de 13 para 27 de jullho, explicou que o ajuste no cronograma foi necessário para a finalização de testes tecnológicos e operacionais entre os sistemas envolvidos, com o objetivo de garantir segurança e estabilidade no atendimento aos trabalhadores.

Mesmo sem demonstrar muito entusiasmo pelo programa, Bento fez questão de destacar o balanço positivo do setor este ano. “O faturamento da indústria de duas rodas, que inclui bicicletas, atingiu R$ 16,5 bilhões este ano, alta de 11,5% sobre o primeiro semestre do ano passado”, revelou.

Com relação aos desafios, comentou sobre a possibilidade de estiagem na região amazônica, que pode afetar produção e distribuição, e o cenário macroeconômico interno, com juros ainda elevados e as eleições no Brasil este ano. Fatores, segundo ele, que vêm sendo monitorados pela entidade.

Assim como o mercado interno, também as exportações do setor estão em alta. Foram embarcadas 24.084 unidades este ano, crescimento de 29,4% sobre o primeiro semestre de 2025.

Por categoria, verifica-se expansão na produção tanto de motos de baixa cilindrada e scooters (veja tabela abaixo), como também as de alta cilindrada.

Na avaliação do presidente da Abraciclo, esse movimento mostra que “o consumidor está tomando gosto pela moto”, ou seja, começa com um modelo pequeno e vai galgando degraus em seu consumo.

Alzira Rodrigues
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