Empresa

Grupo Volkswagen vai reduzir portfólio de veículos pela metade

Decisão visa reduzir complexidade para enfrentar pressão global de concorrentes e garantir rentabilidade

É cada vez mais evidente o quadro de dificuldades vislumbrado pelo Grupo Volkswagen para suas operações e da própria indústria automotiva ocidental nos próximos anos. A maior montadora europeia acaba de nunciou uma das mais profundas reformulações de sua história: a redução de até 50% do portfólio global de veículos.

Até 2030, metade dos cerca de 150 veículos hoje fabricados e oferecidos pelas várias marcas do grupo gradualmente deixarão de existir. Ainda assim, a montadora pretende reduzirá em 75% versões, pacotes de equipamentos e opcionais daqueles modelos que sobreviverão ao corte.

A medida integra o plano estratégico “Future Plan”, programa de reestruturação que objetiva ainda reduzir a atual  capacidade produtiva mundial de mais de 10 milhões de unidades para algo próximo de 9 milhões.

No mesmo prazo, segundo informações de agênciais de notícias internacionais não confirmadas pela empresa após reunião do conselho na quinta-feira, 9, em Wolfsburg, seriam fechadas quatro fábricas na Alemanha e eliminados 100 mil postos de trabalho em todo o mundo, o dobro do que está acordado com os sindicatos de trabalhadores alemães há dois anos.

Com isso, a Volkswagen espera ser mais competitiva frente à concorrência — especialmente a chinesa —, mais lucrativa e ágil, com investimentos concentrados em segmentos mais atrativos e rentáveis.

LEIA MAIS

→ Volkswagen pode fechar quatro fábricas e demitir 100 mil até 2030

→ Volkswagen já vende mais SUVs do que Jeep e Fiat juntas

A empresa não divulgou cronograma para a eliminação dos modelos, apenas que começará de forma gradual e com efeito imediato em determinadas áreas. A redução simplificará sobreposições entre modelos e linhas, reduzindo custos de engenharia, compras, produção e logística.

Oliver Blume, CEO do Grupo Volkswagen, argumenta que a empresa precisa se adaptar a um ambiente de transformações tecnológicas,  novas exigências regulatórias e concorrência crescente. “A situação global continuou a se deteriorar nos últimos doze meses”, disse Blume.

Como a empresa não detalhou ainda quais produtos e segmentos serão afetados pela decisão de reduzir o portfólio mundial, fica a dúvida se ela afetará também, e em qual medida, a linha de produtos desenvolvidos e fabricados na América do Sul.


Foto: Divulgação

Compartilhar
Publicado por
George Guimarães

Notícias recentes

Stellantis abre 166 vagas de estágio em 13 localidades

Além de bolsa-auxílio, a empresa oferece um pacote de beneficios

% dias atrás

Novidades ainda não estimulam recuperação das picapes grandes

Segmento cresceu somente 1,7% no primeiro semestre, depois de encolher 2% em 2025

% dias atrás

A “ilha dos felizes” segue em destaque no mundo VW

Apelido, segundo Seitz, reflete posição da América do Sul como a que mais cresce no…

% dias atrás

Mercedes-Benz engrossa as opções na família do eSprinter

Rede de concessionárias começa a receber versão vidrada para atender ao transporte de passageiros

% dias atrás

Novo capítulo na briga entre Abraciclo e Shineray

Novos testes feitos por empresa independente mostram que alguns modelos da marca chinesa poluem 30…

% dias atrás

Move Brasil de motos não deve incrementar vendas no setor

Produção supera 1 milhão de unidades até junho, com recorde no varejo, mas Abraciclo não…

% dias atrás