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“Voz dos Concessionários”: redes chinesas GWM e BYD são as mais “felizes”

Pesquisa da Fenabrave mostra que entre as marcas veteranas, a rede Chevrolet segue insatisfeita com a montadora

Não é só em volume que as marcas chinesas vêm apresentando bons resultados no Brasil. Com redes mais novas, seus concessionários estão mais satisfeitos com a atuação de suas respectivas montadoras do que algumas que operam com marcas veteranas, como a General Motors.

Na “Pesquisa Fenabrave, a Voz do Concessionário – Quando os bons falam, a verdade sempre aparece!” dois indicadores — Índice de Valor (definido a partir de 7 perguntas) e Índice de Parceria Comercial (8 perguntas)  —trazem as redes da GWM e da BYD entre as mais satisfeitas (veja tabelas abaixo) no segmento de automóveis e comercias leves.

No primeiro caso, o Top 10 das redes mais “felizes” é complementado pela Chery, Mercedes-Benz, Fiat, BMW, Omoda Jaecoo, Mitsubishi, Volkswagen e Ford e, no segundo, pelas redes da Mercedes-Benz, BMW, Chery, Toyota, Hyundai, Mitsubishi, Ford e GAC.

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Na pesquisa Fenabrave, a associação de marca pior avaliada é a da GM

Todas elas deram notas acima da média nos dois índices, que foram de 64,4 no de Valor e de 69 no de Parcerias Comerciais. Isso significa que consideram adequada a rentabilidade do negócio, acreditando que o valor da revenda seguirá em alta nos próximos meses.

O de Valor refere-se à opinião dos concessionários quanto à rentabilidade do negócio, junto à sua marca e em seu mercado de atuação, e o de Parcerias Comerciais reflete a satisfação entre o concessionário e a marca na comercialização dos produtos e na fidelização dos clientes.

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Na pesquisa Fenabrave, a associação de marca pior avaliada é a da GM

Na outra ponta, entre os mais insatisfeitos com as respectivas montadoras e, consequentemente, com índices abaixo da média dos dois ou em um deles, estão as redes General Motors, Citroën, Renault, Kia, Peugeot, Land Rover Jaguar, Audi, Nissan e GAC.

Na comparação da pesquisa de 2025 com a de 2026, houve avanço tanto no caso da rede GWM como da BYD. O índice de Valor subiu de 83,1 para 88,4 no primeiro caso e de 54,9 para 81,6 na rede BYD, uma aceleração expressiva no comparativo anual. Também houve altas nos índices da Chery e da Mercedes-Benz.

Esse índice contempla perguntas sobre se o valor da concessionária cresceu nos últimos 12 meses e se vai crescer nos próximos 12 meses, se o retorno do negócio atende às expectativas do empresário da distribuição e se a montadora tem preocupação em assegurar a rentabilidade adequada da revenda.

Duas novas redes: Omoda & Jaecoo e GAC. 

A BMW, que estava no topo do índice de Valor em 2025, caiu para a sexta colocação. Duas redes que não apareciam no ano passado e estão no ranking deste ano são as chinesas Omoda & Jaecoo e a GAC. A primeira teve índice de Valor de 72,7, acima da média, e a segunda de 54,6, abaixo.

Dentre as que mais perderam valor na opinião dos concessionários estão a Nissan – índice de Valor baixou de 70,1 para 53,2 – e a Citroën, de 61,9 para 52,5. A GM até elevou esse índice na opinião dos concessionários – de 50,5 para 53,2 -, mas ele ainda segue bem abaixo da média, que foi de 64,4.

Com relação ao índice de Parceria Comercial, o da GWM subiu de 83,7 para 89,9 enquanto o da BYD avançou de 61 para 80,4. Nesse caso, o índice da GM também subiu, de 59 para 60,1, mas manteve-se abaixo da média, assim como os da GAC, Citroën, Nissan, Renault, Peugeot e Audi.

Um pouco da história da pesquisa

A pesquisa Fenabrave de Relacionamento com as Marcas nasceu em 2003, com base em pesquisa similar feita nos Estados Unidos pela NADA (Associação Nacional dos Revendedores de Autos) e voltada para o segmento autos.

No Brasil, ela abrange cinco segmentos: Autos e Comerciais leves, Caminhões e Ônibus, Tratores, Motos e Implementos rodoviários.

Ela é coordenada pela Scheuer Consultoria e desde sua primeira edição tem à frente  dos trabalhaos Luiz Adelar Scheuer, que foi diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Mercedes-Benz do Brasil, presidente da Anfavea e vice-presidente da FIESP e FIEMG .




Foto: Divulgação/GWM

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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