Um dia após a BYD lançar o SUV híbrido flex plug-in Song Pro com versão a partir de R$ 177 mil, a Nissan anunciou a redução em torno de R$ 10 mil de todos os modelos da linha 2027 do Nissan Kicks.
É o já conhecido efeito China, que vem derrubando o preço de modelos produzidos no Brasil e também importados nos últimos meses, especialmente os SUVs, sesgumento mais competitivo do mercado local.
O Kicks de entrada, o Sense, custa R$ 159.990, com ar-condicionado digital, abertura e fechamento dos vidros e portas através da chave, Alerta e Assistente de Prevenção de Mudança de Faixa (LDP+LDW) e Controle de Velocidade e Distância (ICC).
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Já o Advance sai por R$ 169.990, enquanto a Exclusive parte de R$ 179.990 e a Platinum de R$ 189.990. É um preço sem dúvida mais competitivo do que o anterior, mas importante lembrar que o modelo da BYD é um híbrido plug-in, enquanto o da Nissan tem oferta exclusiva com motor a combustão flex.
O anúncio da redução de preços foi feito nesta quarta-feira, 5, durante evento de comemoração, na capital paulista, dos 10 anos do lançamento do Kicks no Brasil.
Ao dar a informação, o diretor de Marketing, Maurício Greco, admitiu que a montadora decidiu repassar para o preço público o desconto que vinha sendo praticado no varejo em ação conjunta da empresa com a rede de concessionárias.
Disse também parte da otimização do processo produtivo e de preço para adequação ao mercado, ou seja, buscar o “que é melhor o para o consumidor.” Sobre a invasão dos produtos chineses no mercado brasileiro, Greco garantiu que a empresa estava preparada para isso:
“A China está com o mercado e os preços em queda e, por isso, os fabricantes de lá buscaram mercados com menor proteção, caso do Brasil. Já vínhamos otimizando produção para buscar maior competitividade”, informou, admitindo que as vendas do novo Kicks, lançado em julho do ano passado, estão um pouco aquém do esperado.
Disse, ainda, que o objetivo com a redução dos preços é crescer em índice superior ao registrado atualmente pela marca. “O que queremos é crescer mais”, enfatizou.
Com relação aos principais concorrentes do Kicks, citou o Hyundai Creta e o VW T-Cross. E os chineses? perguntaram ao executivo, que foi rápido na resposta: “Ainda estamos avaliando.”
Sobre eventuais reflexos no Brasil da parceria da Nissan com a chinesa Dongfeng, fez questão de deixar claro não haver nada de concreto por enquanto em relação às operações brasileiras. As conversas, segundo ele, estão ocorrendo no âmbito global.
Houve especulações de que a marca chinesa iria produzir no complexo industrial da Nissan em Resende, RJ, mas tal informação não chegou a ser oficialmente confirmada.
Sobre os 10 anos do Kicks, Ricardo Bianchi, diretor de Vendas e Desenvolvimento de Rede da Nissan do Brasil, comentou que o aniversário representa muito mais do que um marco comercial:
“Os 10 anos simbolizam uma trajetória de inovação, conexão com os consumidores e evolução constante. Tanto que um SUV que nasceu para o Brasil ganhou o mundo, sendo comercializado em mais de 50 mercados, dentre os quais os Estados Unidos, Japão e China”, lembrou.
Foto: Divulgação
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