Tema polêmico entre Anfavea e as marcas chinesas já com operação no Brasil, a alíquota zero para importação de veículos CKD/SKD, estendida de julho para dezembro, não deve ser prorrogada além deste prazo na opinião de Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD.

“Defendemos a previsibilidade”, comentou o executivo, dizendo que a validade até dezembro tinha sido acordada anteriormente, sem previsão de novas extensões do benefício. “Quem chegou atrasado perdeu a transição”, destacou.

Questionado se o natural não seria as novas entrantes chinesas solicitarem benefício similar, Baldy foi enfático: “Quem não enxergou o Brasil como oportunidade em 2023, como nós e a GWM, vai ter de pagar o preço”.

LEIA MAIS

Em julho, BYD abre larga vantagem de vendas sobre Toyota e Hyundai

Song Pro plug-in flex tem preços a partir de R$ 176.990,00

E não são poucas as que já confirmaram projetos ou estudos de produção local a partir do final deste ou do próximo ano, dentre as quais a Geely, GAC, MG Motor, Omoda Jeacoo, Jetour, Leapmotor, Dongfeng e BAIC.

Durante o lançamento do híbrido plug-in flex Song Pro, em evento realizado no Museu da Cana, em Sertãozinho, no interior paulista, na terça-feira, 4, Baldy anunciou a contratação de 1,2 mil funcionários em menos de um mês.

A empresa havia informado que o quadro era de 5,5 mil funcionários em meados de julho, quando a empresa comemorou a produção acumulada de 100 mil carros, e nesta semana já são 6,7 mil, segundo mostrou o VP em sua apresentação no lançamento.

Conforme prometeu, a empresa entrou no mundo dos flex, com a montagem local de dois modelos: o próprio Song Pro e o Atto 2. Ocupando a quarta colocação no ranking das marcas mais vendidas em julho, Baldy disse que a montadora segue firme na meta de ser a primeira até 2030.


 

Alzira Rodrigues
ASSINE NOSSA NEWSLETTER GRATUITA

As melhores e mais recentes notícias da indústria automotiva direto no sua caixa de e-mail.

Não fazemos spam!