Em evento de balanço de final de ano no Teatro Villa Lobos, em São Paulo, o presidente da Volkswagen para a América do Sul, Alexander Seitz, destacou números positivos da marca na região e no Brasil e foi enfático ao final do seu discurso ao dizer: “queremos ser líderes na região”.
Logo no início fez questão de falar da “onda chinesa” para mostrar que a Volkswagen cresce acima da média de mercado e segue ganhando participação apesar da enxurrada de marcas do país asiático que estão chegando por aqui.
A produção da montadora na América do Sul atingiu 546 mil unidades de janeiro a novembro, superando a média histórica de 2013 para cá, que é de 518 mil.
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A participação da marca na região vem crescendo desde 2022, quando ficou em 10,5%. Foi para 11,9% em 2023 e 13,6% no ano seguinte e, este ano, segundo Seitz, o market share está em 14,2%. No Brasil, em particular, a Volkswagen detém atualmente de 16% a 17% das vendas totais de veículos leves.
“Somos a única região da Volkswagen que cresce dois dígitos, ou seja, somos a que mais cresce no grupo. Antes tínhamos algumas dores de cabeça junto à matriz, mas hoje não mais. Após dois anos de queda na América Latina, estamos crescendo 18% em vendas este ano”, complementou o executivo.
Ele falou também sobre as exportações a partir da região, num total de 120 mil carros este ano, o equivalente a 25% da produção. “E não vamos parar. Quem tem portfólio bom tem como investir e se manter competitivo. Queremos ser líderes na América do Sul”.
Também discursou no evento o CEO e presidente da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom. Dentre outros pontos, destacou o sucesso do novo SUV Tera, que assumiu a liderança do segmento em setembro e a posição do hatch Polo como primeiro colocado em carros de passeio há três anos.
“Nosso desempenho positivo se reflete no balanço das vendas no varejo. Enquanto o segmento caiu 2,5%, a Volkswagen cresceu 15,3% e está na liderança do varejo há cinco meses”, informou Possobom, destacando que a montadora hoje produz o que o mercado quer, livrando-se dos custos com estoque e, com isso, garantindo equilíbrio operacional.
O CEO da VW do Brasil comentou ainda que a marca quer seguir crescendo acima da média do mercado no ano que vem. “Acreditamos que as vendas totais terão crescimento pequeno da ordem de apenas 2% a 3%, mas nós pretendemos manter o processo de ganho de participação”.

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