O mercado interno de veículos leves começou 2026 com modesta elevação. Levantamento da Bright Consulting indica que 161,8 mil automóveis e comerciais leves foram licenciados em janeiro, 1,4% a mais do que no mesmo mês do ano passado.
Pela sazonalidade histórica, a comparação com dezembro, naturalmente, mostra acentuado recuo de 38,9%. Dezembro, entretanto, também foi o mês de melhor resultado de vendas do ano passado, o que explica o recuo de quase 40%.
“É um começo de ano com leitura mais de normalização pós-dezembro do que de aceleração real de demanda. Há melhora marginal na qualidade do dia útil”, opina a consultoria especializada, que destaca a média diária de cerca de 7,3 mil emplacamentos nos 21 dias úteis de janeiro ante 22 do mesmo mês do ano passado e também de dezembro.
As vendas diretas responderam por 50,9 mil unidades, 37% do total negociado no mês passado. Já as transações efetivadas nas concessionárias, o chamado varejo, acumulou 101,9 mil emplacamentos.
A julgar pelo primeiro mês, a Fiat, novamente, é forte candidata a liderar mais uma vez as vendas no Brasil. A marca italiana iniciou 2026 com 34,2 mil veículos vendidos, 21,2%, praticamente o mesmo índice registrado ao longo de todo 2025 e que a garantiu na ponta do ranking pelo quinto ano consecutivo.

A Volkswagen, também segunda colocada no ano passado, ficou logo atrás, com 16,2 mil unidades entregues aos clientes finais, participação de 15,9%. Foi seguida pela GM, que amealhou fatia de 10% (16,2 mil unidades), um pouco menos do que os 10,8% médios do ano passado.
Chama a atenção no ranking das dez primeiras marcas a ascensão da BYD. A marca chinesa, oitava colocada em 2025 e que começou a montar seus veículos na Bahia somente no segundo semestre, encerrou janeiro com 9,8 mil automóveis e comerciais leves nacionais e importados emplacados.
O número equivale a 6,1% de participação, a quinta maior do período e bem próxima dos 6,3% alcançados pela Hyundai, que acumulou 10,2 mil licenciamentos. A BYD, assim, deixou para trás, de um só vez, Toyota, Jeep e Renault, exatamente as três marcas que, nesta ordem, ficaram à frente dela em 2025.
Considerando todas as marcas com produção local ou apenas importadas, as chinesas detiveram 13,8% dos emplacamentos de janeiro, participação que sinaliza a continuidade de crescimento da aceitação dos produtos asiáticos pelos brasileiros. Em dezembro do ano passado, por exemplo, esse índice foi de 12,3%.
Foto: Divulgação
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