O mercado de caminhões começou 2026 como terminou 2025, com a demanda retraída. Pelos números de emplacamentos consolidados pela Fenabrave, em janeiro as vendas somaram de modelos novos somaram apenas 6.379 unidades.
O volume representou quedas de 34,7% na comparação com dezembro (9.765 caminhões) e de 30,1% em relação ao mesmo mês do ano passado (9.131).
Segmento sensível ao ritmo da atividade econômica, bem como ao custo do crédito para compra do veículo. Com as altas taxas de juros praticadas no ano passado, superando índices de 24% ao ano, o transportador visitou menos o balcão de negócios. O resultado foi um recuo perto de 9% nos licenciamentos.
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A esperança de recuperação, ao menos para o primeiro semestre, está no Move Brasil. O programa, lançado pelo Governo Federal no começo de janeiro, alocou R$ 10 bilhões em crédito para compra de caminhões com taxas que variam de 13% a 14% ao ano.
“Com Move Brasil esperamos uma retomada nos emplacamentos, principalmente entre caminhões pesados, categoria que representa 45% do mercado”, almeja em nota Arcelio Jr., presidente da Fenabrave.
Além de taxas mais convidativas, o programa busca também promover renovação de frota. Veículos com mais de 20 anos entregues para sucateamento, apesar de não ser obrigatório, concedem mais vantagens para o comprador no financiamento. Também, do valor total disponível, R$ 1 bilhão é destinado apenas a negócios com caminhoneiros autônomos e cooperados.
Foto: Divulgação Volvo
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