Com déficit comercial de US$ 15 bilhões no ano passado, 14,5% maior que o registrado no anterior, a indústria de autopeças vem enfrentando retração nas suas vendas para os Estados Unidos, por causa do tarifaço imposto por Donald Trump, e, em contraponto, aumento das importações de autopeças chinesas.

Nesse contexto, que se acentuou no ano passado, as ações externas em busca de novos mercados ganham ainda maior peso no projeto Brasil Auto Parts (BAP). parceria da  ApexBrasil, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, com o Sindipeças.

Neste ano, o primeiro evento será a Automechanika Buenos Aires, na Argentina, o principal mercado das autopeças brasileiras. A feira será de 8 a 11 de abril, das 13h às 20h de quarta a sexta-feira e das 11h às 19h no sábado, no Centro de Comércio Rural.

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Em maio o destino será a Nigéria, onde ocorre o West Africa Automotive Show, e, em julho, um grupo de autopeças brasileiras vai para a Colômbia, na Feria Autopartes Medellin.

No segundo semestre, estão programadas ações na Alemanha em setembro (Automechanika Frankfurt), e nos Estados Unidos em novembro, na AAPEX Las Vegas. Também de grande importância, em outubro, a Rodada de Negócios em São Paulo, quando os fornecedores recebem visitantes de outros países na capital paulista.

No ano passado, as autopeças brasileiras participaram de cinco feiras internacionais, uma missão comercial e uma rodada de negócios. Foram realizados mais de 3,5 mil contatos comerciais, em 190 participações em eventos na África do Sul, Alemanha, Colômbia, Estados Unidos, México, Panamá e no Brasil.

“O BAP tem mostrado ao mundo a qualidade das autopeças brasileiras e incrementado, a custos viáveis, o movimento de internacionalização das pequenas e médias empresas do setor”, avalia Cláudio Sahad, presidente da Abipeças e do Sindipeças.


Foto: Reprodução

Alzira Rodrigues
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