O primeiro quadrimestre de 2026 exbiu uma realidade há muito pouco tempo que quase ninguém apostaria. Até abril, a Volkswagen respondeu por 19,5% do segmento de utilitários esportivos, 74,6 mil dos mais de 380,1 mil licenciamentos acumulados no período.
Esse número supera a soma das 35,7 mil unidades da Jeep, vice-líder com 9,4%, com as 32,3 mil da terceira colocada Fiat, que tem 8,5% de participação. Mesmo unidas, as marcas irmãs das Stellantis estão 1,6 ponto porcentual atrás da VW.
As vendas de SUVs da marca alemã avançaram 61% diante das 46,5 mil unidades registradas em igual período do ano passado, enquanto o segmento cresceu 28% na mesma comparação.
Esse salto pode ser creditado quase que exclusivamente ao Tera, que debutou no mercado somente em junho do ano passado. Hoje segundo SUV mais vendido do Brasil, já incomoda até mesmo seu irmão T-Cross. Venderam 26,8 mil e 24,6 mil unidades até abril, respectivamente.
Se após os quatro primeiros meses a liderança da VW se configura como incontornável até o fim de 2026, a disputa pela segunda colocação do segmento nunca esteve tão apertada. Neste caso, contudo, em decorrência de qual fatia encolheu menos frente ao primeiro quadrimestre de 2025.
A Fiat teve sua participação reduzida em 1 ponto porcentual. A Jeep amargou queda de 2,6 pontos, um tombo e tanto, mesmo considerando que tenha desfrutado ainda pouco de novidades importantes, como as versões híbridas do Renegade e Commander, nas concessionárias há pouco mais de um mês apenas.
Essa briga de casal das marcas da Stellantis, porém, pode ganhar uma colher de fora. E indigesta. A quarta colocada do segmento, a Chevrolet, com quase 6% dos licenciamentos, não representaria — como não representou nos últimos anos —qualquer ameaça não fosse o Sonic, modelo que acaba de chegar às revendas.

O agora SUV mais barato da marca, declara a General Motors, alcançou 14 mil pedidos em sua estreia comercial, o chamado Sonic Day, realizado na quarta-feira, 20, na rede de cerca de 600 concessionárias. Segundo a empresa, foi o maior número já registrado por um produto em toda a história de mais de um século da Chevrolet no Brasil.
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Vendidos em duas versões com motor 1.0 turbo, câmbio automático e preços de R$ 129.990 e R$ 135.990, o Sonic briga com as versões intermediária e superior do Fiat Pulse e de entrada do Jeep Renegade, além de vários outros concorrentes, como Renault Kardian, Nissan Kait ou as opções superiores do próprio Tera.

É cedo para afirmar que o Sonic possa representar vendas quase que totalmente adicionais à Chevrolet, como ocorreu com o Tera na linha Volkswagen. Até porque há sobreposição de preços com as versõess mais baratas do Tracker, hoje o SUV mais vendido da marca, e que, em algum momento, devem ter a demanda afetada pelo novo produto.
De qualquer modo, é mais uma pedra no sapato de Fiat e Jeep, entre as tantas que surgiram de dois anos para cá, incluídas aí nacionais e importadas, híbridas e até elétricas.
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