Não é apenas a retração do mercado argentino este ano que vem prejudicando as vendas das montadoras brasileiras para la. Assim como vem acontecendo por aqui, também no país vizinho os modelos produzidos no Brasil perdem espaço para os que chegam da China.
Conforme dados divulgados esta semana pela Anfavea, a participação dos modelos brasileiros no total importado pela Argentina despencou de 82% para 56% em apenas um ano. Em contrapartida, a fatia dos “entrantes por lá” – leia-se carros chineses – já está acima de 10%, segundo o presidnte da entidade, Igor Calvet.
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As vendas no mercado argentino caíram 10,2%, enquanto a produção recuou 18% no primeiro semestre.
O fenômeno de descolamento entre as vendas internas e a produção também ocorre no Brasil. Só que aqui, a diferença está nos índices de crescimento que são de, respectivamente, 18% e 8,8%.
Assim como lá, também no Brasil os chineses vêm ganhando espaço e atingiram, em junho, participação próxima de 20%, acima da fatia da líder Fiat.
Como lembrou o presidente da Anfavea ao destacar o movimento ascendente dos modelos vindos da China, a participação das exportações brasileiras na produção nacional caiu de 20% em 2022 para 15% este ano.
As vendas de veículos para o exterior recuaram 21,2% no semestre, de 247,9 mil unidades no ano passado para 216,6 mil em 2026. No caso da Argentina, a queda foi de 35,4% – ou seja, bem acima do recuo do mercado automotivo do país vizinho -, de 164,2 mil para 106 mil.
Mesmo com esse decréscimo, a Argentina ainda é o principal parceiro do Brasil no setor (veja tabela abaixo).

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