Os licenciamentos acumulados na primeira quinzena de julho reafirmam a tendência verificada nos últimos dois anos: a BYD não para de aumentar sua fatia de mercado. A montadora colocou nas ruas de 1 a 15 deste mês mais de 9,8 mil automóveis e comerciais leves, alcançando a terceira colocação no ranking das marcas mais vendidas.

Com participação de 9,3%, superou a General Motors, que negociou com os clientes finais pouco mais de 9 mil veículos, 8,5% do total,  e ficou atrás somente da Fiat e Volkswagen, que contabilizaram 19 mil e 17,7 mil unidades emplacadas e detiveram participações de 17,9% e 16,1%, respectivamente, conforme levantamento da Bright Consulting.

A participação somada das marcas chinesas atingiu 23,2% do total na primeira quinzena de julho, fatia recorde. Ajudaram no avanço delas a demanda crescente por eletrificados, cujos emplacamentos ultrapassaram 25 mil no período, 23,6% do mercado total, também novo patamar recorde. No ano, modelos híbridos e elétricos totalizam  267,1 mil emplacamentos, cerca de 120% de crescimento.

O setor registrou nos primeiros 15 dias do mês 106,2 mil unidades negociadas, crescimento de 13% sobre igual periodo do ano passado. A comparação com a primeira quinzena de junho, entretanto, mostra ligeira variação negativa de 1,6%.

 

 

No acumulado do primeiro semestre, as vendas já estão acima de 1,46 milhão veículos, expressivos 19,6% a mais do que nos primeiros seis meses do ano passado.

A Bright destaca, porém, que os negócios de julho confirmam a tese que já vinha sendo desenhada: a antecipação de compras por locadoras e órgãos governamentais atingiu seu ápice em maio e junho.

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Este mês teve 11 dias úteis na primeira quinzena, mesmo número de julho de 2025, mas um a mais do que em igual período de junho. A média diária de licenciamentos, assim, caiu para 9.651 veículos, recuo de 10,5%.

“A queda de 10,5% na média diária frente a junho é o dado mais relevante do mês. Confirma que os volumes observados em maio e junho refletiam o esforço concentrado de frotistas, locadoras e órgãos governamentais no fechamento do segundo trimestre, movimento que agora começa a se dissipar”, analisa a consultoria, que pondera que “o mercado segue robusto na comparação anual, mas o pico de curto prazo ficou para trás”.

As vendas diretas reforçam essa percepção. A modalidade representou 43,7% dos emplacamentos até agora em julho, exatos 2 pontos porcentuais a menos do que em junho e de quase 3,6 pontos abaixo do resultado da mesma quinzena de julho de 2025. É a menor participação no ano.

Além da ascensão da BYD ao terceiro lugar, da manutenção de Fiat e Volkswagen nas duas primeiras colocações e da GM no quarto posto, compuseram o ranking das 10 marcas mais vendida a Toyota, com 7,3 mil licenciamentos (6,9%), seguida bem de perto pela Hyundai, com 6,4% e 6,8 mil veículos entregues, Honda (3,7 mil e 3,5%), Caoa Chery (3,6 e 3,5%), Jeep (3,4 mil e 3,3%), Renault (3,1 mil e 3%).


Foto: Divulgação

George Guimarães
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