A Bosch pode reduzir ainda mais seu quadro de funcionários na Alemanha nos próximos anos. Se há algumas semanas a maior fornecedora mundial de autopeças e sistemas automotivos afirmara que pretendia eliminar 5,5 mil postos de trabalho, agora a informação no mercado europeu é de que esse número poderá ser dobrado.

Algo entre 8 mil a 10 mil trabalhadores poderão perder seus empregos, segundo Frank Sell, vice-presidente do conselho de supervisão do trabalhadores do grupo alemão, ouvido pela agência de notícias Reuters. Esse contingente, não confirmado pela Bosch, representaria um corte de 6% a 8% dos cerca de 135 mil funcionários alocados em diversas fábricas alemãs.

O encolhimento da mão de obra é visto como reação necessária para redução de custos, mercado regional de elétricos estagnado, avanço da oferta e vendas de veículos chineses, fatores que já têm  motivado anúncio semelhantes de algumas montadoras, inclusive a Volkswagen, maior fabricante europeia e que estuda fechar três fábricas na própria Alemanha.

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Stefan Grosch, membro do conselho de administração da Bosch responsável por recursos humanos, reconheceu apenas que a empresa vê cortes como necessários para garantir a competitividade futura. Antecipou que a elininação de postos será “socialmente responsável”.

Já o representante dos trabalhadores admite que os sindicatos devem desenvolver a partir de agora plano de ação para defender a manutenção  dos postos de trabalho. Não descarta, de qualquer forma, a realização de greves.


Foto: Divulgação

George Guimarães
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