O Brasil vai encerrar o ano com mais de 402 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus exportados. A projeção da Anfavea, revelada nesta quinta-feira, 12, indica assim oscilação negativa de 0,3% sobre os embarques efetivados no ano passado. Em valores, também estabilidade, com estimados US$ 10,9 bilhões de faturamento, somente 0,2% a mais.

De janeiro a dezembro terão passado pelos portos rumo a outros países perto de 381 mil veículos leves e 22 mil pesados. Para 2025, a entidade que congrega os fabricantes projeta 6,2% a mais: 428 mil unidades, sendo 405 mil leves e 23 mil pesados.

O desempenho de 2024 não desagradou totalmente as montadoras. Na verdade, representou até alívio perto do que o setor vislumbrava após um primeiro semestre sofrível, aquém das expectativas.

A partir de julho, os negócios nos mercados externos reagiram acima até do esperado. Se de janeiro a junho o País exportou 165 mil veículos, chegará a 238 mil nos últimos seis meses — 39,3 mil só em novembro —, um salto de 44,2%.

Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea, é objetivo e não faz mistério: a recuperação diante do fraco número de embarques do primeiro semestre se deu meramente pelo rápido aumento da demanda no mesmo período nos principais mercados de destino dos veículos brasileiros.

O dirigente destaca sobretudo a Argentina, que aumentou as compras no acumulado do ano em 39%, para 140,5 mil unidades, recuperando a condição de maior mercado consumidor, responsável por 40% de todos os veículos exportados pelo Brasil até novembro.

No ano passado, o país vizinho absorveu, em onze meses, 107,7 mil veículos, equivalentes a fatia de 27%, a segunda maior. O México liderou com 127,7 mil, 32% do total. Este ano, porém, as compras mexicanas limitaram-se até agora a 95 mil unidades, 25%.

O pequeno Uruguai comprou de janeiro a novembro 34,8 mil veículos do Brasil, crescimento de 14%, e superou por pouco a Colômbia (33,4 mil) na terceira colocação.

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A forte recuperação dos maiores mercados no segundo semestre (veja quadro), não impedirá, contudo, que alguns encerrem o ano com quedas significativas.

A Argentina, novamente, é o melhor exemplo. Até novembro, as 391,6 mil unidades negociadas lá representaram recuo de 9,1% ante 2023. No Chile (274,4 mil) o decréscimo é de 4,3%, enquanto no Peru (141 mil), de 9%.

O presidente da Anfavea, porém, chama a atenção para a queda de participação de produtos brasileiros nos países da região, mesmo com o aumento de vendas. Na Argentina, é de 38,2%, na Colômbia, 19%, no México, 7%, no Peru, 6,9% e no Chile, 6%.


Foto: Divulgação

 

George Guimarães
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