Juros elevados e cenário macroecômico incerto por conta das turbulências internacionais não devem alterar radicalmente o mercado de veículos importados no Brasil até o fim do ano. Essa pelo menos é a opinião da Abeifa, Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores.
Tanto que a entidade prefere não refazer suas projeções para 2025, após transcorridos os seis primeiros meses. “Devemos superar a marca de 120 mil unidades emplacadas no ano, algo próximo de 15% mais em relação às quase 105 mil unidades de 2024”, reitera Marcelo Godoy, presidente da Abeifa.
Segundo o dirigente, historicamente os licenciamentos do segundo semestre superam em cerca de 10% o número de unidades entregues nos primeios seis meses de cada ano. Além disso, no entender de Godoy, a própria dinâmica atual do mercado deve ajudar:
“O setor está agitado com a chegada de novas marcas internacionais e com as ontadoras locais reagindo com diversos lançamentos. Acreditamos que nós, da Abeifa, também acompanharemos esse movimento positivo de novidades e de vendas”.
LEIA MAIS
→ Com 111 mil unidades, recorde no estoque de carros chineses
→ Importados atingem participação de 14,7% na frota circulante
No primeiro semestre, as dez marcas filiadas à Abeifa venderam 59,5 mil automóveis e comerciais leves importados, crescimento significativo de 33,6% frente às 44,9 mil unidades registradas um ano antes e que representam pouco mais de 5% do mercado interno total, considerando produtos nacionais e importados.

As transações no mês passado seguiram próximas desse patamar, com 10,1 mil emplacamentos, 29,6% acima das quase 7,8 mil unidades de igual mês de 2024.
Os emplacamentos de veículos eletrificados nas filiadas de janeiro a junho chegaram 55,5 mil veículos, perto de 49% do mercado interno de elétricos e híbridos
Foto: Divulgação


