Durante o evento “The One”, que premiou os 12 melhores parceiros da América do Sul, o vice-presidente de Suprimentos da Volkswagen do Brasil e Região SAM, Luiz Alvarez, fez uma apresentação bem-humorada, aproveitando a ocasião para pleitear redução nos preços dos fornecedores.

Após citar dados positivos, como a inflação sob controle e o dólar caindo frente ao real, e falar da tentação de trazer autopeças de fora, o executivo perguntou: “O que o Brasil precisa?”.

Primeiro apareceu uma imagem do Cristo Redentor com uma mão aberta e outra fechada e, na sequência, a mão esquerda aberta mostrou aos fornecedores a sugestão da montadora para que pratiquem desconto de “5%” este ano.

Apesar do discurso descontraído que teve até direito ao “Qual é a música?” (figura abaixo que remetia à música País Tropical de Jorge Ben Jor), Alvarez fez questão de dizer que este ano não está sendo fácil.

Lembrou do tarifaço de Donald Trump, dos Estados Unidos, e da chegada de newcomers ao Brasil “que não estão comprando nem um parafuso localmente” e ainda usufruem de incentivos questionáveis.

De positivo, além dos dados econômicos, citou o aumento das vendas da Volkswagen em 11% nos primeiros sete meses do ano. Com maior volume de compras, a escala cresce e os custos caem, lembrou o VP antes de pleitear o desconto.

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Também falou do mundo globalizado que permite a entrada no Brasil de produtos com preços competitivos e traz tentação forte para as empresas aqui instaladas de também importarem. Mas exaltou a parceria dos fornecedores e a posição da Volkswagen de ser a montadora com maior índice de nacionalização no País.

Sobre os benefícios citados por Alvarez, vale lembrar pĺeito da BYD de ter alíquota de importação reduzida de SKD/CKD por 36 meses, o que não foi atendido pelo governo mas acabou gerando a concessão de cota com alíquota zero para compras do gênero por seis meses.

Além de Alvarez, também estiveram presentes no “The One” o chairman para a América do Sul, Alexander Seitz, e o presidente da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom.

O primeiro destacou que a região é a que mais cresce nos negócios globais da marca, enquanto Possobom informou que em julho a empresa teve no Brasil o melhor resultado desde 2014.

Sobre a concorrência dos chineses, disse que “a gente não é pior, só é mais lento. O desafio é acompanhar a velocidade deles e é nesse sentido que estamos trabalhando”.


Fotos: AutoIndústris

Alzira Rodrigues
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