AFenabrave admite desaceleração no mercado de pesados, mas diz que no caso dos veículos leves o resultado negativo de agosto reflete apenas o menor número de dias úteis – 21 contra os 23 de julho.

Na média diária, as vendas até tiveram uma pequena alta de 2% no comparativo mensal, de 10 mil para 10,2 mil unidades, conforme, inclusive, já havia antecipado a Bright Consulting em reportagem do AutoIndústria.

Em volumes absolutos, foram 214.490 e 229.996 emplacamentos, queda de 6,7% em agosto sobre julho. Em relação ao mesmo mês de 2024, o recuo é de 3,9%.

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No acumulado do ano, contudo, verifica-se alta de 3,2% nas vendas internas de automóveis e comerciais leves, com total de 1.576.106 emplacamentos nos primeiros oito meses.

“Agosto teve dois dias úteis a menos que julho, o que, naturalmente, pesa no comparativo mensal. O que nos anima é a aceleração da média diária e o fato de termos o melhor agosto desde 2013 e o melhor acumulado desde 2014″, comentou Arcelio Junior, presidente da Fenabrave, ao falar de todos os segmentos representados pela entidade, incluindo pesados e motos.

No caso dos veículos leves, ele admitiu preocupação com as altas taxas de juros e com a desaceleração da economia, que podem afetar os resultados do segmento. “Mas vamos acompanhar o mercado antes de rever as projeções”, informou.

A entidade estima alta de 5% nos licenciamentos de carros e comerciais leves e queda de 7% nas vendas de caminhões.

Híbridos e elétricos

Dados da Fenabrave indicam perto de 120 mil unidades de hĩbridos comercializados este ano, o que representa expansão de 74,9% sobre os primeiros oito meses de 2025 e demonstra serem esses os modelos mais interessantes para um país com características continentais como o Brasil.

“A combinação de eficiência e autonomia vem ampliando a base de clientes dos híbridos, que contam com oferta cada vez mais variada e competitiva”, lembrou Arcelio Junior.

Com relação aos elétricos puros, as vendas somam 45 mil unidades este ano, um crescimento mais modesto no comparativo interanual, na faixa de 10%. Esse segmento cresce em ritmo menor por ainda concentrar demanda em regiões que começam a contar com uma rede de recarga mais estruturada.


Foto: Divulgação/VW

Alzira Rodrigues
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