ARenault está tentando otimizar ao máximo sua estrutura produtiva e comercial na América do Sul.
Desde o começo do ano, a empresa já tem acertado o compartilhamento com a Geely da fábrica de São José dos Pinhais, PR, para futura produção de modelos da marca chinesa, além de responder pela importação e comercialização dos veículos da parceira.
Nesta quarta-feira, 1, surgiu informação de outro movimento semelhante, desta vez com a também chinesa Chery. Segundo a agência de notícias Bloomberg, as duas montadoras encaminham negociações para produção e vendas de automóveis na América do Sul.
Desta vez, porém, as tratativas, iniciadas ainda sob a gestão de Luca de Meo, CEO mundial que deixou a Renault em junho, abrangem as operações da Argentina e Colômbia.
LEIA MAIS
→ Renault pode ter eletrificados com arquitetura Geely na América do Sul
→ Caoa-Changan estreia no Salão do Automóvel
De acordo com fontes ouvidas pela Bloomberg, a Chery, a exemplo do que ocorreu com a Gelly no Brasil, entraria com capital e suportes técnicos que viabilizassem a parceria e a produção de seus veículos.
A marca chinesa, afirma a agência, poderia se valer da fábrica colombiana de Envigado para produzir carros a combustão, a serem vendidos como logotipo Renault na região.
Já para a planta de Córdoba, na Argentina, a ideia sob análise é dispor de linha de picapes híbridas plug-in. Neste caso, a Renault atuaria apenas como distribuidora, como ocorre atualmente com os modelos da Geely no Brasil.
No Brasil, maior mercado da região, a Chery tem parceria com o Grupo Caoa. O conglomerado brasileiro produz em Anápolis, GO, utilitários esportivos a combustão e híbridos da marca chinesa. As parceiras também mantêm fechada desde maio de 2022 fábrica originária da Chery em Jacareí, SP.
Foto: Divulgação


