Anfavea divulga balanço do primeiro bimestre, com números positivos em todos os segmentos

Por Alzira Rodrigues | alzira@autoindustria.com.br
Apesar da pequena queda de 2,1% em fevereiro sobre janeiro, fruto do menor número de dias úteis no mês, a produção da indústria automobilística registra um bom desempenho neste início de ano. Saíram das linhas de montagem no primeiro bimestre total de 431,6 mil veículos, 15% a mais do que os 375,2 mil do mesmo período do ano passado.
As contratações estão sendo feitas a conta-gotas, como disse o presidente da Anfavea, Antonio Megale, ao divulgar o balanço do setor na terça-feira, 6, mas só neste ano já foram abertas 2,1 mil vagas nas montadoras instaladas no País. O quadro atingiu 130,4 mil funcionários em fevereiro, ante os 128,3 mil que o setor empregadas em dezembro.
Ao contrário do ano passado, quem tem puxado mais a produção este ano é o mercado interno. As vendas cresceram 19,5% no bimestre, num total de 338,2 mil veículos este ano, enquanto as exportações tiveram alta de 7,2%, atingindo 112,7 mil unidades.
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A produção foi de 213,5 mil veículos em fevereiro e 218,1 mil em janeiro. O resultado da produção no bimestre é o melhor para o período desde 2014.
No caso das vendas internas é o melhor desde 2015. A produção de automóveis e comerciais leves cresceu 13,8% no bimestre, num total de 413 mil unidades, enquanto a de caminhões teve expressiva alta de 47,8%, atingindo 14,5 mil veículos.
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Além da abertura de novas vagas, houve redução do número de empregados em lay-off de janeiro para fevereiro. Segundo Megale, o número de funcionários sob esse regime baixou de 585 para 498. Ainda tem outros 935 em regime de PPE, Programa de Proteção ao Emprego.
“A tendência é a de zerar o número de empregados afastados do trabalho e das contratações continuarem crescendo de forma gradual”, comentou o presidente da Anfavea.
Sobre o advento da Indústria 4.0, que interliga sistemas e fábricas e amplia a automação industrial, Megale disse que ninguém está prevendo demissões por conta desse processo. “O que existe é uma mudança no tipo de qualificação dos funcionários”.
Foto: Divulgação/Anfavea
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