Até abril, alta era de 26,2%. Por causa da greve dos caminhoneiros, índice ficou em 18,1% no acumulado até maio.
Por Redação | autoindustria@autoindustria.com.br
Apesar do péssimo desempenho de maio, decorrente da greve dos caminhoneiros que afetou a economia em geral, a indústria de autopeças mantém crescimento de dois dígitos no acumulado do ano. No comparativo dos primeiros cinco meses deste ano em relação ao mesmo período de 2017, o setor contabiliza aumento de 18,1% no faturamento nominal.
Os dados, divulgados na quinta-feira, 19, pelo Sindipeças, indicam uma desaceleração no ritmo de expansão dos negócios das autopeças, visto que no acumulado até abril a alta era de 26,2. A receita do setor, segundo a entidade, foi altamente afetada pela greve dos caminhoneiros na última semana de maio.
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“Por conta da paralisação do transporte rodoviário, foram registradas várias interrupções nas atividades fabris, o que acabou provocando recuo de 4 pontos porcentuais no nível de utilização da capacidade”, informa o Sindipeças em seu relatório de pesquisa conjuntural, destacando que a ociosidade, que estava em 30% em abril, subiu para 34% no mês seguinte.
A respeito de novas contratações, houve incremento de quase 9% frente a maio do ano passado, o que espelha o aquecimento que vinha sendo observado no setor até abril. É provável, segundo a entidade, que esfriem as admissões nos próximos meses.
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Com relação a maio, o Sindipeças explica que “comparando-se ao que vinha sendo observado até abril, o faturamento do setor sofreu intensa e atípica redução”. As variações para todos os canais de vendas de autopeças foram negativas em dois dígitos, gerando queda no faturamento total de 19,2% no comparativo de maio com abril.
Para as montadoras, a receita nominal dos fabricantes de autopeças encolheu 20,9%. A queda foi de 13,1% no mercado de reposição e de 15,8% nos negócios intrassetoriais.
A greve dos caminhoneiros, segundo o Sindipeças, afetou também as exportações, que já vinham sendo prejudicadas pela crise na Argentina. O faturamento decorrente das vendas externas caiu 24,2% em dólares e 19,1% em reais.
Foto: Divulgação/Eaton
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