Indústria

Exportações sustentam produção de veículos na Argentina

País vizinho fabricou 333 mil veículos até agosto, metade para outros países

A produção de veículos na Argentina alcançou 49,3 mil unidades em agosto. O resultado supera em 19% o volume do mês anterior e em 9% o de agosto no ano passado. No acumulado dos primeiros oito meses de 2018, saíram das linhas de montagem do país vizinho 333,4 mil veículos, crescimento de 9% sobre igual período de 2017.

Com a crise econômica, o mercado interno não poderia ter desempenho melhor do vem registrando. Apesar dos 52,2 mil veículos negociados no atacado em agosto – 12% a mais do que em julho, as vendas acumuladas de janeiro a agosto ficaram em 520,5 mil veículos, recuo de 7,8 %.

Os portos têm sido, literalmente, a principal porta de saída para os automóveis e comerciais leves argentinos. Não fossem as exportações, em especial para o Brasil, a ociosidade nas linhas estariam em níveis ainda mais alarmantes.

Em agosto, por exemplo, elas responderam 28 mil unidades, mais da metade da produção do mês e 59,6% acima do registrado em agosto do ano passado.

O quadro anual não é muito distinto. No acumulado dos oito primeiros meses de 2018 a Argentina já remeteu para o exterior 175 mil veículos, evolução de expressivos 34,1% sobre igual período do ano passado. Ou seja, de cada dois veículos fabricados lá, um seguiu para outros países.

LEIA MAIS

→Brasil e Argentina dão passos para padronizar setor automotivo

→Exportação de autopeças para a Argentina cai 15,3%

→Com Frontier, Nissan inicia operações na Argentina

A Adefa, a associação das montadoras instaladas na Argentina, avalia que esse desempenho das exportações ainda não reflete recentes medidas adotadas pelo governo, como a diminuição das restituições sobre produtos exportados e novas tarifas sobre a atividade.

“A implementação dessas medidas afetará tanto o nível de atividade quanto as perspectivas de médio prazo. Mas estamos estudando para determinar qual é o alcance que elas terão e quais as ações que devem ser implementadas no novo contexto”, diz o presidente da entidade, Luis Fernando Peláez Gamboa, que afirma ainda que “o setor compreende o grau de dificuldade da economia e o esforço que deve ser feito para alcançar o equilíbrio fiscal.


 

Compartilhar
Publicado por
Redação AutoIndústria

Notícias recentes

Scania inicia produção da gama de chassi Super no Brasil

Novidade da fabricante na Lat.Bus 2026 demandou investimento de R$ 120 milhões na fábrica de…

% dias atrás

Grupo Renault confirma produção do Geely EX5 EM-i ainda neste trimestre

Balanço mundial do grupo destaca expansão de 9,3% na receita do primeiro semestre e vendas…

% dias atrás

BYD lidera ranking de sustentabilidade da Kantar no Brasil

Pesquisa ouviu 1,5 mil consumidores sobre 180 marcas

% dias atrás

Excesso de confiança nos recursos de segurança pode aumentar acidentes

Especialistas em segurança viária são mais precavidos do que motoristas consultados em estudo global

% dias atrás

Valvoline amplia vendas em 45,6% no semetre

A demanda por lubrificantes sintéticos nacionais foi a que mais cresceu, com alta de 217%

% dias atrás

No consórcio, tíquete médio dos pesados é o que mais cresce

A alta, no comparativo anual, é de 21,7%, de R$ 92,3 mil para R$ 112,3…

% dias atrás