Desde o escândalo conhecido mundialmente por Dieselgate, revelado em 2015 e protagonizado pela Volkswagen, a União Europeia parece ter redobrado sua vigília sobre a atuação das montadoras europeias. Nesta sexta-feira, deu mais uma mostra disso e levantou a supeita de que a própria Volkswagen e mais BMW e Mercedes-Benz fizeram um conluio para atrasar o desenvolvimento de tecnologias que pudessem reduzir a emissão de poluentes tanto de motores a diesel como a gasolina.

“Daimler, Volkswagen e BMW podem ter violado as regras de concorrência da União Europeia. Aos consumidores europeus pode ter sido negada a oportunidade de comprar carros com a melhor tecnologia disponível”, disse, em comunicado, a comissária de competição da entidade Margrethe Vestager.

Segundo as autoridades, as empresas teriam mantido essa forma de atuação conjunta entre 2006 a 2014, durante reuniões técnicas realizadas pelas três montadoras mais Audi e Porsche, marcas do Grupo Volkwagen, um grupo batizado de “cículo das cinco”.

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As autoridades disseram que o novo episódio não guarda qualquer relação com as investigações sobre o uso de dispositivos para burlar os testes de emissões, evidenciados pelo Dieselgate. Mas, a exemplo dele, os fabricantes estão sujeitos a pesadas multas, até 10% do faturamento global.

Os resultados são preliminares e novas investigações serão encaminhadas, segundo a própria Comissão Europeia. Ainda assim as montadoras trataram de negar qualquer tipo de acordo.

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