Empresa

FPT: oportunidade de localizar componentes com o Proconve P8.

Desenvolvimento para a próxima etapa da legislação permite avaliar aumento de portfólio da produção

Nos próximos quatro anos, a indústria de veículos comerciais terá um período de muito trabalho para adequar os produtos às novas regras de emissão da fase 8 do Proconve, equivalentes a Euro 6, para a realidade brasileira.

A tarefa coloca no horizonte não só a redução dos níveis de poluentes emitidos pelos escapamentos de produtos novos, mas também deverá possibilitar a produção nacional de componentes e sistemas.

“É uma jornada de desenvolvimento que se inicia”, define Marco Rangel, presidente da FPT Industrial América do Sul. “Os testes, que já estão em andamento, também nos permitem considerar a viabilidade de localizar produção de sistemas, por exemplo, caixas de transmissão.”

Rangel conta que a nova fase da legislação requer várias validações de longo prazo que garantam robustez do sistema durante toda a vida a veículo. “Para a realidade do transporte no Brasil, alguns componentes podem se mostrar mais apropriados durante o desenvolvimento.”

O executivo faz paralelo com o que ocorreu com o nascimento do Iveco Daily City 30S13. Destinado para a distribuição de carga fracionada em ambiente urbano, o furgão recebeu o motor 2,3 litros F1A recalibrado com foco em economia de combustível e, eixo traseiro próprio da FPT, o NDA-SW, fornecimento inédito da marca no País.

“O mesmo pode acontecer com transmissões, o desenvolvimento abre janelas de oportunidades”, resume Rangel, adiantando que no caso de comerciais leves, testes de um câmbio de cinco marchas da FPT já se encontram em campo em operações reais com clientes.

LEIA MAIS

→FPT abrirá mais 74 distribuidores até 2020

→Motor F1A da FPT equipa novo Fiat Ducato

→Família Iveco Daily cresce com versão City

Para afinar os motores Euro 6 ao transporte rodoviário de carga brasileiro, a FPT tem como base o que já foi desenvolvido para a Europa. A tecnologia chamada Hi-eSCR, patente do grupo do qual a FPT faz parte, a CNH Industrial, se destaca por integrar solução única em relação à adotada pela maior parte da indústria de pesados.

A fabricante de motores desenvolveu um sistema de redução catalítica mais robusto, sem que fosse necessário combinar a tecnologia de recirculação de gases, EGR. De acordo com a empresa, a tecnologia proporciona redução de 95% a 98% das emissões.

Rangel, no entanto, lembra que a chave da questão ainda no combustível. “Embora o S10 já esteja disponível, a realidade do Brasil é diversa, onde se encontra desde biodiesel proveniente de várias matrizes, como a oferta de diesel com mais enxofre, o S500, fora dos maiores centros. Daí a necessidade dos testes.”

Por ser complexo em relação às outras soluções, o executivo acredita em custos mais em conta ao cliente que adotar o Hi-eSCR. “Apesar de mais robusto, o sistema adota menos componentes, que pode tornar a introdução no veículo mais competitiva.”


Foto: FPT/Divulgação

Compartilhar
Publicado por
Décio Costa

Notícias recentes

Shark é o tiro n’água da BYD no Brasil

Picape híbrida teve somente 1,8 mil unidades licenciadas em quase dois anos

% dias atrás

Fenabrave espera público recorde na 34ª edição do seu encontro anual

O presidente da entidade prevề cerca de 10 mil visitantes entre os dias 17 e…

% dias atrás

BMW inicia pré-venda do novo iX3 no Brasil

Primeiro SUV da plataforma Neue Klasse chega por aqui com autonomia de 570 km ao…

% dias atrás

O mercado vai crescer. Mas isso não significa que haverá espaço para todos.

Algumas empresas conseguirão ampliar seus volumes, enquanto outras perderão espaço mesmo em um mercado maior…

% dias atrás

Financiamento de veículos tem melhor primeiro semestre em 18 anos, aponta B3

Foram financiadas 3,78 milhões de unidades novas e usadas no primeiro semestre, 10,9% a mais…

% dias atrás

Pablo Di Si vai para a Stellantis como responsável mundial de desempenho

Executivo responderá mundialmente pelo cumprimento de metas do grupo

% dias atrás