Mercados de caminhões pesados e de implementos rodoviários aquecidos impulsionaram o resultado

Balanço dos resultados financeiros das Empresas Randon no primeiro semestre aponta aumento de 25,5% na receita líquida, para R$ 2,4 bilhões ante R$ 1,9 bilhão apurado no mesmo período de 2018. De acordo com a companhia, diversos fatores contribuíram no resultado, apesar da expectativa em um novo ciclo de crescimento econômico no País não ter se confirmado.
“Estamos em um cenário de recomposição de preços, controle de custos e volumes crescentes de vendas de caminhões pesados e implementos rodoviários, o que demanda maiores volumes de autopeças das empresas controladas, especialmente freios, eixos e suspensões”, observa no comunicado Paulo Prignolato, CFO das Empresas Randon. “Também tivemos recentemente a conclusão de projetos de expansão de capacidade com ganhos de produtividade, como a inauguração do centro de distribuição Randon Linhares e a constituição da Randon Triel-HT.”
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De janeiro a junho, o lucro bruto alcançou R$ 616,1 milhões, com margem de 25,3% contra R$ 460,8 milhões e margem de 23,7% registrados um ano antes. Já o EBITDA consolidado avançou 18,3%, somando R$ 337,9 milhões nos seis primeiros meses do ano e margem de 13,9%.
As exportações cresceram 23,6% primeiro semestre, somando R$ 332,4 milhões ante R$ 269 milhões apurados nos seis primeiros meses do ano passado. Segundo comunicado, embora a Randon mantenha sua participação em exportações acima dos 70%, o mercado externo tem dado sinais de desaceleração, principalmente em função dos preços das commodities, casos do cobre e dos grãos, enquanto na Argentina, o cenário permanece complexo por questões políticas, potencializado por ser ano eleitoral.
A companhia destaca o volume de implementos rodoviários vendidos no segundo trimestre como o segundo melhor da história da Randon Implemento, com mais de 6,9 mil unidades. Considera, no entanto, que a baixa atividade econômica ao longo do ano, já se observa uma desaceleração nas vendas de semirreboques em todos os segmentos, o que pode afetar a carteira de produção no quarto trimestre e início de 2020, caso não haja uma retomada dos negócios nos próximos meses.
Foto: Randon/Divulgação
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