Levantamento do Departamento de Custos Operacionais da Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística, NTC&Logística, aponta que o volume de transportada sofreu um declínio de 43,9%.

O resultado faz parte de apuração diária realizada desde o dia 16 de março, início das medidas restritivas em estado e munícipios para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus com mais 50 empresas transportadoras rodoviária de carga de diversos tamanhos, o que representa quase a totalidade do segmento.

“É uma situação que preocupa, principalmente porque a cada semana estamos vendo esse número aumentar e sabemos o quanto de fato vem causando prejuízos ao setor”, diz em nota Francisco Pelucio, presidente da associação. “Estamos torcendo para que a retomada aconteça, mesmo que aos poucos, dando atenção às devidas precauções de higiene para manter a saúde de todos os envolvidos.”

De acordo com os dados, o transporte de cargas fracionadas, aquelas de pequenos volumes, que respondem pelo abastecimento de distribuidores, comércio em geral ou centros comerciais ou ainda entregas a pessoas físicas, registrou recuo de 46,3% até o momento, sendo as lojas de rua as mais prejudicadas com queda (58,4%).

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Já as chamadas cargas lotação ou fechadas, que ocupam toda a capacidade do veículo, fretes utilizados pelas indústrias e pelo agronegócio, anotaram declínio de 41,8%. A demanda pelo transporte na atividade automotiva, segundo o levantamento, foi a que mais sofreu impacto negativo, de 64,1%, seguido pela Linha Branca (55,6%) e combustíveis (50,3%).

Os estados que apresentaram maior queda na variação são Bahia (55,8%), seguido do Mato Grosso do Sul (55,7%), Pernambuco (55%) e Pará (54,4%). Outras 14 regiões sofreram queda significativa.

A pesquisa completa aqui.


Foto: CNT/Divulgação