As vendas de implementos rodoviários nos primeiros quatro meses do ano somaram 30,8 mil unidades, volume 13,4% inferior ao anotado no primeiro quadrimestre de 2019, quando o resultado acumulado chegou a 35,6 mil carrocerias e carretas. O balanço é da Anfir, apresentado na quarta-feira, 6.

Segundo a associação, o desempenho negativo só não foi mais acentuado devido às compras programadas em carteira antes do avanço da pandemia do novo coronavírus no País. “Os pedidos estão sendo entregues, o que reduziu os efeitos da paralisia na economia nas atividades do setor”, resume Norberto Fabris, presidente da Anfir.

Retrocesso de quatro anos

Ainda assim, o dirigente aponta que a recuperação apresentada pela indústria antes da pandemia fica para depois. “A retomada foi interrompida e recuamos para o patamar de quatro anos atrás” calcula Fabris.

Por segmento, as vendas de pesados, que reúne reboques e semrreboques, registraram queda de 16,3%, de 19,5 mil unidades registradas no primeiro quadrimestre do ano passado para 16,3 mil veículos negociados de janeiro a abril de 2020.

Na mesma base de comparação, as entregas de carrocerias sobre chassi, classificadas na categoria de leves, somaram 14,5 mil unidades no período, queda de 9,9%.

Anfir entende que a situação deve começar a voltar à normalidade em breve em virtude da suspensão da quarentena em cidades pequenas e médias. “Os negócios deverão ser recuperados em operações menos concentradas e mais pulverizadas”, avalia o representante da associação.

Fabris ainda lembra que o resultado dos quatro primeiros meses pode conter imprecisões em virtude da decisão do Denatran de suspender a obrigatoriedade do documento de licenciamento do veículo e, por consequência, paralisação dos emplacamentos.

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Foto: Márcio Campos/Divulgação Randon

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