O Sindicato dos Metalurgicos de Taubaté, SP, informa que a Volkswagen vai descongelar os investimentos na fábrica local se for aprovada proposta negociada entre as partes ao longo das últimas quatro semanas, que dentre outros itens inclui a abertura de PDV, Programa de Demissão Voluntária, e garantia de emprego por 5 anos para quem permanecer na empresa.

O acordo será votado em assembleia que acontece nesta quarta-feira, 16, às 15h. Dentre os pontos acertados para o complexo industrial do interior paulista, o sindicato destaca a implantação da plataforma MQB a partir de novembro, produção compartilhada do Polo com São Bernardo do Campo, fabricação do Polo Track (novo Polo) exclusivamente em Taubaté, garantia de um segundo modelo para planta e compromisso de negociação com os dirigentes sindicais em caso de a Volkswagen vier a investir em substituto do Gol ou do Voyage.

“Saímos de uma situação de risco de demissão em massa para um cenário de garantia de emprego até 2025″, explica o presidente do Sindmetau, Claudio Batista da Silva Junior. “Além disso, conseguimos descongelar os investimentos para Taubaté. É um acordo que garante tranquilidade aos trabalhadores em um momento extremamente delicado da economia”.

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Na Volkswagen, quem não aderir ao PDV terá 5 anos de estabilidade

Proposta da Volkswagen a sindicatos cita corte de 4,7 mil funcionários

As negociações com os sindicatos onde está instalada começaram no dia 18 de agosto, logo após a Volkswagen anunciar intenção de cortar 35% do seu efetivo de 15 mil funcionários no País. A proposta será votada na fábrica da Anchieta, no ABC paulista, nesta terça-feira. Além da estabilidade no emprego, o acordo prevê pagamento de uma PPR, Participação nos Lucros e Resulados, de R$ 12,8 mil este ano, com reajuste pelo INPC nos anos seguintes.

Segundo o sindicato local, a Volkswagen em Taubaté conta com cerca de 3,1 mil trabalhadores. As atividades na fábrica foram retomadas no início de junho, com a volta de 1,8 mil trabalhadores após paralisação em março por conta da pandemia. No final de julho, outro grupo de cerca de 1.100 trabalhadores retornou após um período de lay-off.


Foto: Divulgação/Sindmetau