Com exportações e importações em queda no acumulado do ano em consequência dos problemas enfrentados pelas montadoras neste ano de pandemia, a indústria brasileira de autopeças fechou novembro com déficit acumulado de US$ 2,67 bilhões. Com relação ao saldo negativo de US$ 4,13 bilhões dos mesmos 11 meses de 2019, o recuo é de 35,5%.

As exportações, destinadas a 206 mercados, caíram 24% no mesmo comparativo, totalizando US$ 4,9 bilhões este ano contra os US$ 4,13 bilhões de idêntico período do passado. As importações, de 183 diferentes origens, decresceram 28,5%, com, respectivamente, US$7,6 bilhões e US$ 10,6 bilhões, conforme relatório da balança comercial publicado nesta quinta-feira, 17, pelo Sindipeças, que tem por base dados do Ministério da Economia.

No comparativo de novembro com outubro houve recuo de 9% nas exportações – US$ 470,7 milhões contra US$ 508,5 milhões -, enquanto as importações registraram alta de 20% no comparativo mensal, saltando US$ 812,7 milhões para US$ 870,3 milhões de outubro para novembro.

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A Argentina, que no ano passado perdeu o posto de maior compradora das autopeças brasileiras para os Estados Unidos, consolida a primeira posição nesse ranking no acumulado do ano. As exportações para o país vizinho totalizaram US$ 1,06 bilhão de janeiro a novembro, enquanto as realizadas para o mercado estadunidense ficaram em US$ 912,5 milhões. As quedas com relação ao mesmo período de 2019 foram de, respetivamente, 22% e 32,3%.

Com relação às importações, a China segue como o maior fornecedor de autopeças para a indústria brasileira. O país asiático mandou US$ 1,32 bilhão em componentes automotivos para o Brasil, valor 16,1% inferior ao do mesmo período do ano passado (US$ 1,57 bilhão).

Os Estados Unidos ocupa o segundo lugar nesse ranking. As importações de lá para o mercado brasileiro atingiram US$ 780 milhões até novembro, o que representou queda de 25,5% no comparativo com total de US$ 1,05 bilhão em autopeças que o país estadunidense mandou para cá no mesmo período de 2019.